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Premiê da Itália diz que G7 compartilha posições sobre China


ROMA, 13 JUN (ANSA) – O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, afirmou neste domingo (13) que um dos temas dominantes durante a cúpula do G7, na Cornualha, no Reino Unido, foi a “atitude que deve ser tomada em relação à China e a todas os regimes autoritários em geral”.   

Durante coletiva de imprensa, Draghi explicou que, acima de tudo, foi falado sobre os países “que usam desinformação, redes sociais, param aviões em voo, sequestram, matam, não respeitam os direitos humanos e usam trabalho forçado” e que ” todos esses temas de ressentimento contra as autocracias foram tocados e compartilhados”.   

O premiê italiano também acrescentou que nenhum líder “contesta que a China tem o direito de ser uma grande economia, mas o que se questiona são as formas que utiliza, como as detenções coercitivas”.   

“É uma autocracia que não segue regras multilaterais e não compartilha a mesma visão de mundo que as democracias”, ressaltou Draghi, enfatizando que é preciso “cooperar, mas ser franco sobre coisas que não são compartilhadas e não aceitas”.   

A declaração final contém um texto menos severo que a proposta dos Estados Unidos, em que a China é apontada como “rival” nos direitos humanos, com referências à denúncia de trabalho forçado imposto à minoria muçulmana de uigures em Xinjiang e ao respeito pelas liberdades em Hong Kong.   

No entanto, exorta a China a “respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais, especialmente em Xinjiang” e apela ao respeito pelas liberdades também em Hong Kong.   

O documento conta com referências em áreas de cooperação com Pequim, principalmente em relação ao clima. A ideia do plano lançado pelos EUA como alternativa à Rota da Seda também foi aprovada e o pedido de uma investigação “oportuna e transparente” das origens da Covid-19.   

De acordo com o presidente francês, Emmanuel Macron, o G7 “não é um clube hostil à China”. O líder disse isso no final da cúpula, explicando que o G7 é um “conjunto de democracias” que quer “trabalhar com a China em todos os dossiês mundiais”, apesar das diferenças.   

Para o presidente americano, Joe Biden, “a democracia está competindo com as autocracias do mundo. O líder ainda reforçou que estava “satisfeito” e afirmou que Pequim deve começar a agir com maior responsabilidade.   

O democrata, porém, reiterou que não quer conflito com a China, que comentou que acabaram os dias em que “um pequeno grupo de países poderia decidir o destino do mundo”.   

“Os dias em que as decisões globais eram ditadas por um pequeno grupo de países acabaram há muito”, disse um porta-voz da embaixada chinesa em Londres, citado pela Reuters. “Acreditamos que os países, grandes ou pequenos, fortes ou fracos, pobres ou ricos, são todos iguais e que os assuntos mundiais devem ser administrados por meio de consultas entre os países”.   

EUA e Pandemia – Em seu pronunciamento, o primeiro-ministro da Itália também falou sobre o papel de Biden ao comentar sobre a geopolítica.   

Ele lembrou que o presidente americano expressou que “queria reconstruir as alianças tradicionais após o período da administração de Donald Trump em que apresentavam falhas graves”.   

Já em relação à pandemia de Covid, Draghi explicou que, se as infecções começarem a aumentar novamente, a Itália “também deve forçar mais uma vez a quarentena para aqueles que chegam da Inglaterra”.   

Por outro lado, o líder italiano garantiu que “o ambiente do G7 foi positivo, mas realista: positivo porque há sete países cujas economias vão bem ou muito bem, a recuperação está se consolidando, a campanha de vacinação continua em todos os países”.   

Por fim, Draghi destacou que é preciso “um acordo ambicioso e duradouro” sobre o clima, acrescentando que é necessário “alocar uma parte significativa dos investimentos à recuperação ambiental”. (ANSA)

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