Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

ROMA, 30 JUN (ANSA) – O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, descartou nesta quinta-feira (30) qualquer “risco” para seu governo, apesar das tensões com seus aliados do Movimento 5 Estrelas (M5S) registradas enquanto estava na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Madri.   

“Ainda estou otimista, o governo não corre riscos porque os interesses nacionais e italianos são prioridades para todas as forças que apoiam este governo”, declarou o premiê italiano durante coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros.   

No entanto, Draghi enfatizou que “o governo não pode ser feito sem o M5S” porque o partido dá “uma contribuição importante e estou certo de que continuarão a fazê-lo nos próximos meses”.   

Ontem, o premiê italiano deixou a cúpula da Otan em Madri para retornar a Roma e liderar a reunião do Conselho de Ministros sobre medidas econômicas em meio a tensões no governo, principalmente após o ex-premiê italiano e líder do M5S Giuseppe Conte acusar Draghi de ter pedido para o fundador do partido, Beppe Grillo, para retirá-lo do comando.   

A tensão levantou temores pela continuidade da administração. O chefe de governo, porém, negou a pressão e afirmou que “Conte confirmou que não está disposto a deixar a coalizão”.   

“O governo nasceu com o M5S, não se satisfaz com apoios externos, porque valoriza demasiado sua contribuição para se satisfazer com apoios externos”, ressaltou Draghi, explicando que está em contato com Conte para tentar aliviar a crise.   

Além disso, o italiano enfatizou que este é o último governo legislativo em que será primeiro-ministro.   

Seca – Durante a coletiva de imprensa, Draghi explicou que o governo italiano está trabalhando com a maior urgência para intervir contra a terrível seca que atingiu o país, especialmente a agricultura no centro-norte.   

“Na bacia do Padano é a crise hídrica mais grave dos últimos 70 anos, segundo a análise das autoridades distritais do rio Pó. A crise hídrica tem duas categorias de causas: uma é o déficit pluviométrico dos últimos três anos, tendo em vista que as chuvas foram escassas, e outra é o fato de as temperaturas aumentarem em geral. (ANSA)