Por meio de suas redes sociais, a Prefeitura de São Sebastião pediu aos turistas que não visitem a região neste momento. Em meio aos caos causado pelo volume histórico de chuvas, a administração municipal pediu empatia por conta da situação de calamidade pública que o município está enfrentando.
“Vamos ter empatia! Vamos ter solidariedade! Não é o momento para os turistas visitarem São Sebastião”, publicou a prefeitura.
Ver essa foto no Instagram
Nesta quinta-feira (23), a prefeitura também confirmou que o número de mortos subiu para 48. Até o momento, 38 corpos já foram identificados e foram liberados para sepultamento, dos quais 13 homens adultos, 12 mulheres adultas e 13 crianças.
Conforme informado pela administração do município, 1.845 abrigados em São Sebastião, em escolas, creches e igrejas. Trinta e oito pessoas continuam desaparecidas. A Secretaria de Estado da Saúde também informou que o Hospital Regional do Litoral Norte (HRLN) já atendeu 20 adultos e seis crianças, dos quais 17 estão hospitalizados com estado de saúdo estável, quatro foram transferidos e cinco já receberam alta hospitalar.
Maior chuva da história
De acordo com Centro Nacional de Previsão de Monitoramento de Desastres (Cemaden), o volume de chuva em 24 horas no Litoral Norte de São Paulo atingiu os 682 mm em Bertioga, 626 mm em São Sebastião, 337 mm em Ilhabela, 335 mm em Ubatuba e 234 mm em Caraguatatuba.
Apesar de ter registrado o segundo maior volume, São Sebastião foi a região mais atingida por conta dos deslizamentos das encostas, que deixaram rastros de destruição e mortes pelo caminho.
Até então, o recorde de maior volume de chuva em 24 horas havia sido 530 milímetros em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 2022. O maior registro anterior a esses dois ocorreu em Florianópolis (SC), em 1991, com 400 mm.