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Prefeitura de São Bernardo pune os que escolhem vacina

Crédito: Divulgação/Prefeitura de São Bernardo do Campo

Orlando Morando, prefeito de São Bernardo do Campo (Crédito: Divulgação/Prefeitura de São Bernardo do Campo)

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, decidiu nesta quinta-feira, 1, que as pessoas que forem aos postos de saúde da cidade para se vacinarem contra a Covid e se recusarem a tomar os imunizantes disponíveis, preferindo escolher uma outra marca, terão que assinar um termo de responsabilidade e automaticamente serão colocadas no final da fila de vacinação.

Essas pessoas, segundo o prefeito, só serão imunizadas depois que todo mundo com mais de 18 anos for vacinado. “Vacina não é para escolher. Tem que tomar a que estiver disponível. Eu pergunto a essas pessoas que escolhem a marca da vacina: Você se lembra qual foi a marca do imunizante que tomou para a gripe? Ninguém lembra. Nunca ninguém pergunta qual é a marca. E, agora, no auge da maior pandemia da humanidade, as pessoas querem escolher a vacina. É um absurdo”, diz Morando.


O prefeito explica que se a pessoa se recusar a assinar o termo de responsabilidade, será emitido um documento, com a assinatura de duas testemunhas que estiverem no posto, e o termo será anexado à ficha do paciente no cadastro da prefeitura. Segundo o prefeito, esse tipo de atitude foi necessária após os técnicos de enfermagem da prefeitura terem constatado que na terça-feira, 29, pelo menos 200 pessoas se recusaram a tomar a vacina porque desejavam escolher a marca do medicamento.

Para Morando, a prefeitura não obriga ninguém a se vacinar, mas as regras precisam ser seguidas. “Não se vacinar é um direito do cidadão. Ninguém faz nada obrigado, mas também é um direito da Prefeitura colocar as pessoas que se recusam a tomar as vacinas disponíveis no fim da fila. Afinal, vacinas existem. O que não dá é para ficar escolhendo qual delas tomar. Escolher vacina nós não vamos permitir.Tem tanta gente esperando a vacina, ansioso, e aquele que tem o direito simplesmente fala: ‘Não vou tomar vacina, essa eu não quero’. Então, se você não quer tomar vacina, é um direito seu.”