O STF (Supremo Tribunal Federal) afastou do cargo, nesta quarta-feira, 4, o prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan (MDB), conhecido como Dr. Furlan, e seu vice, Mario Neto (Podemos). A decisão ocorreu após ambos se tornarem alvos da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de apurar fraudes em licitações na área da Saúde.
De acordo com informações da CNN, Furlan e Neto são suspeitos de irregularidades na construção do Hospital Geral do município. No âmbito da operação, a corporação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na capital amapaense, em Belém (PA) e em Natal (RN), sendo que, em Macapá, endereços ligados ao prefeito foram os principais alvos das diligências.
Segundo a Polícia Federal, há indícios robustos de um esquema criminoso que envolvia agentes públicos e empresários. O grupo atuaria no direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, tendo como foco principal o contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.
As apurações apontam, ainda, que o grupo manipulava processos licitatórios para garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Suspeita-se que parte dos recursos destinados à obra tenha sido efetivamente desviada e, posteriormente, ocultada por meio de movimentações financeiras irregulares.
O Hospital Geral Municipal de Macapá figura como uma das principais obras de infraestrutura de saúde na capital, apresentando um orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões. A operação busca agora esclarecer se a execução desse projeto foi utilizada como instrumento para o enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários envolvidos.
Horas após a PF deflagrar a operação que resultou no afastamento da função, o prefeito Furlan postou um vídeo em suas redes sociais no qual afirma ser vítima de “ataques e perseguições”.