A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), orientou que a população adote nesta terça-feira, 24, atividades reduzidas para evitar deslocamentos pela cidade, que enfrenta um estado de calamidade pública em razão das chuvas intensas. Segundo a gestora, fevereiro acumulou até então 584 mm de precipitação, se tornando o mês mais chuvoso da história do município.
“Não estou dizendo que deve fechar o comércio mas acho, considerando a dificuldade das pessoas de se deslocarem para seus locais de trabalho, que nós tenhamos um dia de recuperação, restauração, até que a normalidade venha a ser obtida”, disse em um vídeo publicado ainda durante a madrugada.
Juiz de Fora amanheceu com áreas alagadas e bairros ilhados, além de pontos onde o Rio Paraibuna e córregos transbordaram. Diversas regiões registraram dezenas de deslizamentos e quedas de árvores além do desabamento de dois prédios. A prefeita suspendeu as aulas das escolas municipais e recomendou que servidores da prefeitura trabalhem remotamente nesta terça-feira.
Margarida destacou que o decreto de calamidade, assinado também durante a madrugada, permite à administração receber recursos federais, estaduais além de mobilizar voluntários e coordenar campanhas de arrecadação de bens essenciais para atender as pessoas afetadas.
A prefeitura informou que ao menos 16 pessoas morreram e que cerca de 440 moradores permanecem desabrigados. “É uma situação extrema que exige medidas extremas. Nossa maior preocupação é a segurança da população e a preservação de vidas”, afirmou a gestora, acrescentando que todas as ações estão sendo coordenadas pela subsecretaria de Defesa Civil.