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‘Precisamos dela’, disse Jairinho à irmã sobre ex-mulher que denunciou agressões

Crédito: Renan Olaz/CMRJ

A juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, que decretou a prisão preventiva da professora Monique Medeiros e do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), sinalizou uma “possível coação de testemunhas no curso das investigações” sobre a morte do menino Henry Borel.

De acordo com mensagens recuperadas pela Polícia Civil que constam no processo e que foram obtidas pelo jornal O Globo, Jairinho pediu para que sua irmã, a fisioterapeuta Thalita Fernandes Santos, “cuidasse” da dentista Ana Carolina Ferreira Netto, ex-mulher do parlamentar, dois dias antes dela prestar depoimento admitindo ter sido agredida por ele.

Em conversa com Thalita, na tarde do dia 6 de abril, Jairinho diz: “Quero falar com você quando puder”. E a irmã responde: “Acabei de receber”, diz Thalita ao anexar uma foto de uma intimação para depor na delegacia.

“Me liga depois. Cuida da Ana. Cris e André não estão acolhendo a Ana”, disse o vereador a respeito da assessora Cristiane Isidoro e do advogado André França Barreto, que o representava até então. “Amanhã tem que passar o dia com ela. Tá atacada”, diz Jairinho. E Thalita responde: “Pqp”.

No dia seguinte, 7 de abril, Jairinho conta para a irmã sua versão sobre as agressões em Ana Carolina há sete anos. Ele diz que a dentista havia relatado que ele teve um “ataque de fúria” e a teria arrastado pelo braço até a cozinha, ofendendo-a e chutando-a “por várias vezes com muita força”. As lesões foram confirmadas por um laudo de corpo de delito. Dias depois, ela alegou se tratar de uma crise de ciúmes e não quis representar criminalmente contra Jairinho.

“No dia 29/12/2013, ela briga por causa de ciúmes da (ex-namorada). Ela tenta me agredir, eu seguro. Eu saio de casa no ano novo. Ela faz o registro 4/01 e se arrepende. Pois eram marcas da bicicleta e porque eu a segurei para contê-la”, escreveu Jairinho, sem ser respondido pela irmã Thalita.

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À 0h07 do dia 8 de abril, Jairinho orienta sua irmã e diz para ela cuidar de sua ex. “Tem que fazer carinho na Ana. Conseguiu falar com ela? Cuida da Ana. Precisamos dela”, disse o vereador, e a irmã responde: “Estou”. Poucas horas após o diálogo, Jairinho e Monique foram presos pelos policiais da 16ª DP, que cumpriram mandados de prisão contra o casal pela morte do menino Henry.

No dia 9, Ana Carolina confirmou à polícia que havia sido agredida pelo vereador depois de desistir da viagem de lua de mel. Ela disse que o vereador a traía e que as amantes dele a “perseguiam” e “afrontavam”.

À polícia, ela contou que eles namoraram por seis anos, moraram juntos por nove e então se casaram. Dois dias após o casamento, quando fazia as malas para a lua de mel, ela recebeu uma ligação de uma mulher que a ofendia e dizia que Jairinho saíra de casa dizendo que havia ido encontrar um amigo, mas que na verdade estava com ela. Ao ir até a garagem e flagrar o vereador conversando com uma mulher no telefone, ela disse que o relacionamento estava acabado.

Teria sido neste momento que, ao voltar para desfazer as malas da viagem, Jairinho a teria agredido com chutes.

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