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Pré-candidato a prefeito é assassinado no norte do México

Pré-candidato a prefeito é assassinado no norte do México

Parentes e amigos junto ao caixão de Florisel Rios, um prefeito assassinado no estado de Veracruz, no leste do México, em novembro de 2020 - AFP/Arquivos


Um pré-candidato a prefeito no estado de Chihuahua, no norte do México, foi assassinado na noite de quinta-feira, mesmo dia do homicídio de outro candidato em Veracruz, informou o líder de seu partido nesta sexta-feira (5).

Yuriel González, que buscava se tornar prefeito do município de Nuevo Casas Grandes, foi assassinado durante a noite, informou o líder local do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Alejandro Domínguez, à emissora Milenio.

“É um fato lamentável, um fato doloroso, enviamos nossos pêsames à sua família, aos seus amigos mais próximos”, afirmou. E solicitou ao governo local e federal “uma investigação imediata dos fatos”.

O crime ocorreu no mesmo dia da morte de José Melquiades Vázquez, pré-candidato a prefeitura de La Perla, Veracruz, também do PRI, em meio a uma onda de crimes cometidos contra políticos no México.

Os dois assassinatos ocorreram depois que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou um plano para fortalecer a proteção dos candidatos, após informar que ao menos 64 políticos tinham sido assassinados entre setembro e fevereiro.


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Os crimes objetivam influenciar as eleições parlamentares e regionais que o México terá em junho e aumentar a influência política das organizações criminosas, segundo o governo López Obrador.

Em 15 de fevereiro, também foram assassinadas a ex-prefeita de Cosoleacaque, Gladys Merlin, e sua filha, Carla Guadalupe Enríquez, pré-candidata à prefeitura pelo partido governista Morena para esse município de Veracruz.

Quatro dias antes, havia sido registrado o crime de Gilberto Ortiz Parra, outro candidato do Morena à prefeitura de Ursulo Galván, também em Veracruz.

Segundo a consultoria Etellekt, durante a campanha eleitoral de 2018, 153 políticos foram assassinados, dos quais 48 aspiravam algum cargo na eleição. Até hoje, foi o processo mais violento.

De acordo com a Etellekt, 90% desses crimes permanecem impunes.

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