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PR: Motorista de ônibus é demitido após fazer comentários sexistas sobre ucranianas

Crédito: Reprodução

No domingo (6), uma passageira gravou a conversa de um motorista de ônibus com dois cobradores. O homem dirigia uma linha que interliga a cidade paranaense de Pinhais a Curitiba, capital do estado. Durante o trajeto, o motorista fez comentários sexistas sobre as mulheres ucranianas. As informações são do UOL.

Devido à repercussão, a empresa Expresso Azul demitiu o motorista e abriu uma investigação para identificar os dois cobradores. No entanto, ela não informou se esses funcionários também serão punidos.

Em entrevista ao UOL, a passageira, que preferiu não se identificar, informou que retornava para sua casa e, como o ônibus estava vazio, preferiu sentar próximo ao motorista.

Nesse momento, ela percebeu que o homem e outros funcionários estavam rindo e conversando. “Notei que eles estavam debochando das ucranianas. Fiquei em choque e comecei a gravar. Fiz questão de olhar diretamente para eles e mostrar que estava ali, mas eles continuaram a conversar tranquilamente.”

Em um trecho, ao se referir à cidade de Prudentópolis – que é considerada a mais ucraniana do Brasil, com meio milhão de descendentes -, o homem falou que iria gastar o seu salário em gasolina para ir buscar as suas futuras namoradas.

“Vou ter que comprar uma moto. Ir todo dia de manhã conhecer as meninas (em Prudentópolis) e depois vir trabalhar aqui. Como que eu vou tratar das coitadinhas das meninas, elas vão vir para o Brasil para passar fome? Aí não, coitadas.”

A passageira se surpreendeu com a naturalidade que os homens falavam. “Eles se sentiam no direito de falar aquilo e achavam que não teria consequência. Eles serem punidos serve como exemplo para que as pessoas não façam isso. Ter punição ou retaliação é muito importante nesse caso. Eu fiquei muito feliz que o motorista foi mandado embora.”

Em nota, a Expresso Azul afirmou que repudia o comportamento dos funcionários.

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) classificou a atitude dos homens como “inaceitável”.