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PR: Aluna afirma ter sido constrangida por pedagoga devido às suas roupas

Crédito: Reprodução/RICTV

Uma estudante, de 13 anos, afirmou que foi constrangida pela coordenadora pedagógica em uma escola estadual da cidade de Araucária, em Curitiba (PR). A aluna informou que o motivo teria sido as suas roupas, que eram “inadequadas”. As informações são do Ric Mais.

Segundo o relato da estudante, ela foi advertida pela pedagoga na frente dos demais colegas de turma. Na sequência, retirada da sala e obrigada a trocar de roupa.

“Na hora em que eu fui conversar, ela começou a falar que eu estava me colocando naquela posição e que ela não tinha feito nada de errado. Eu me senti constrangida, porque eu sei que as pessoas podem pensar as mesmas coisas, podem falar coisas assim, mas eu não sei como reagir”, relatou a estudante.

A mãe da estudante ressaltou que a filha estava sem o uniforme, mas isso não dá o direito de a pedagoga abordá-la dessa maneira.

“Ela passou dos limites. Eu acho que uma pedagoga tem a função de acolher o aluno e não de humilhar em sala de aula ou de expor qual seja o motivo. A conduta correta seria ela ter chamado a minha filha para fora da sala de aula e ter entrado em contato comigo falando: ‘mãe, estamos com um problema com a sua filha referente ao uniforme. Venha na escola para a gente conversar’. Isso não foi feito, ela preferiu abordar a minha filha e ainda depois, na conversa que tivemos, ela quis dizer que eu não era uma boa mãe porque não vi a roupa que minha filha saiu de casa.”

Após o episódio, mãe e filha registraram um boletim de ocorrência.

O advogado Matheus Bezerra, que representa a família, informou que isso foi “uma prática totalmente vexatória e até mesmo criminosa. Pretendemos fazer com que se proceda a retratação de parte da instituição de ensino e, posteriormente, uma indenização da escola, porque essa é uma situação sem precedentes”.

Por meio de nota, a diretora da escola informou que, caso o estudante não tenha o uniforme, é permitido o uso de camiseta e calça que estejam dentro do padrão exigido pela instituição.

Ela ressaltou que a mãe e a aluna foram ouvidas. Na sequência, a pedagoga se desculpou pela sua conduta.

No entanto, essas afirmações foram negadas pela mãe da jovem. “Eu não voltei mais lá, não conversei mais com a diretora e nem com a pedagoga”, finalizou.