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Portugal prestes a adotar segundo confinamento geral para conter a covid-19

Portugal prestes a adotar segundo confinamento geral para conter a covid-19

O primeiro-ministro António Costa durante memorial em homenagem a vítimas da covid-19 em Lisboa, no dia 2 de novembro de 2020 - AFP

Portugal espera, nesta quarta-feira (13), conhecer os detalhes de um segundo “confinamento geral”, algo inevitável diante da expansão da pandemia de covid-19, após uma flexibilização das medidas restritivas durante as festas natalinas.

“Nesta semana, realmente deveremos adotar medidas gerais de confinamento”, alertou ontem o primeiro-ministro português, Antonio Costa.

As novas disposições, que serão anunciadas no final do dia, após um conselho extraordinário de ministros, terão “um horizonte de um mês” e “um perfil muito parecido” com o primeiro confinamento, imposto em março e abril, afirmou o chefe do governo socialista.

Neste contexto, os portugueses se preparam para um novo fechamento de comércios não essenciais, cafés e restaurantes, que pode começar na quinta-feira.

Costa havia afirmado que as creches e as escolas de ensino fundamental permaneceriam abertas, diferente do confinamento da primavera passada no hemisfério norte. Os especialistas consultados na terça-feira deram opiniões divergentes sobre ao fechamento de universidades e escolas de ensino médio.


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Excepcionalmente, os cidadãos também poderão sair para votar no primeiro turno das presidenciais, em 24 de janeiro. Quem desejar, poderá votar antecipadamente neste domingo.

Por outro lado, as autoridades agora consideram a possibilidade de exigir um teste negativo de covid-19 aos viajantes que chegarem nos aeroportos do país, como já é feito pela vizinha Espanha.

Portugal se manteve relativamente pouco afetada pela primeira onda da pandemia, devido a um confinamento total antecipado, mas encontra dificuldades para conter a segunda.

Como parte da situação de emergência sanitária em vigor desde o início de novembro, confinamentos parciais foram impostos com distintas restrições nas regiões mais afetadas.

De acordo com dados coletados pela AFP com base nas autoridades nacionais, Portugal ocupa o sexto lugar entre todos os países do mundo segundo o número de contágios em relação à sua população nos últimos sete dias.

Com um novo recorde de 10.556 casos em 24 horas, o país de 10 milhões de habitantes alcançou nesta quarta-feira seu maior balanço diário, e as 156 mortes registradas em um só dia elevam para 8.236 o total de mortes desde o início da pandemia.

Há uma semana, a ministra da Saúde, Marta Temido, mostrou preocupação ao ver os hospitais do país sob “uma pressão enorme”, que não para de aumentar desde então, com mais de 4.200 pessoas internadas nesta quarta, das quais quase 600 em unidades de terapia intensiva (UTI).

“Se continuar assim, alcançaremos o nível máximo de nosso plano de emergência, e já temos dificuldades para admitir pacientes”, afirmou na segunda-feira à AFPTV Anabela Oliveira, diretora de emergências do hospital Santa Maria em Lisboa.

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