Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Enquanto dez seleções europeias já garantiram presença na Copa do Mundo deste ano no Catar, a repescagem para as últimas vagas para o continente começa nesta quinta-feira. Os principais destaques ficam para o duelo entre Portugal e Turquia, no Porto, além de Itália e Macedônia do Norte, em Palermo, ambos às 16h45. O vencedor dos dois jogos se enfrentam na terça-feira. A expectativa é grande para o confronto entre Itália e Portugal. Pode ser a última Copa do português Cristiano Ronaldo, de 37 anos.

Os portugueses tiveram duas baixas importantes. A dupla de zaga titular formada por Ruben Dias, do Manchester City, e Pepe, do Porto, vão desfalcar o time lusitano. O primeiro está lesionado e o experiente capitão testou positivo para a covid-19. Para sua vaga, o jovem Tiago Djaló, do Lille, foi chamado. O veterano José Fonte, campeão da Eurocopa de 2016, será titular no jogo, mas seu companheiro de defesa ainda é dúvida.

Cobrado por melhores performances, o técnico Fernando Santos minimizou a pressão do jogo. “O que tem acontecido é que sempre (a pressão) foi sinal positivo. E em jogos decisivos, Portugal deu sempre uma resposta positiva, com exceção do último confronto. A pressão é um fator positivo, não negativo”.

Quem está confirmado para a partida é o craque Cristiano Ronaldo, maior artilheiro de seleções da história, com 115 gols. Aos 37 anos, essa pode ser sua última oportunidade de disputar uma Copa do Mundo. Ele não tem ido bem no Manchester United, com altos e baixos, mas continua sendo a maior esperança do elenco português.

No caminho de Portugal, está a Turquia, que vem de um desempenho ruim na última Eurocopa e quer encerrar um longo jejum sem disputar uma Copa do Mundo. “Não sei se será o último Mundial para Cristiano Ronaldo, ou se ele vai deixar de jogar. Ele diz sempre que quer jogar mais tempo. Mas nós não vamos à Copa há 20 anos. Não sei se será o último de Ronaldo, mas é mais importante para nós chegarmos a esta competição”, disse o zagueiro Çaglar Söyüncü, em entrevista ao canal de TV turco Tivibu Spor.

ITÁLIA X MACEDÔNIA DO NORTE

Quando ganhou a última Eurocopa batendo a Inglaterra nos pênaltis, a Itália não imaginou que teria de disputar a repescagem para confirmar presença na Copa do Mundo. Mas os resultados ruins na fase final das Eliminatórias custaram o carimbo antecipado no passaporte. A equipe do técnico Roberto Mancini tem quatro jogadores nascidos no Brasil entre seus convocados: o lateral-esquerdo Emerson Palmieri, do Lyon, o meia Jorginho, do Chelsea, o zagueiro Luiz Felipe, da Lazio, e o atacante João Pedro, do Cagliari. Os dois últimos foram chamados pela primeira vez.

Duas baixas já confirmadas são Spinazzola e Chiesa. Ambos foram destaques do título europeu. Apesar disso, os italianos são amplamente favoritos diante da Macedônia do Norte. O país já ficou fora do Mundial da Rússia, em 2018, e a pressão é grande para evitar um novo fracasso. Todos os ingressos para a partida em Palermo estão esgotados.

Do outro lado, a principal zebra dos confrontos da repescagem europeia. A Macedônia do Norte participou de seu primeiro torneio internacional relevante ao disputar a Eurocopa do ano passado, mas parou na fase de grupos ao perder todos os três jogos.

PAÍS DE GALES X ÁUSTRIA

Invicto há 16 jogos como mandante, o País de Gales, de Gareth Bale, enfrenta a Áustria, de David Alaba, e quer voltar a uma Copa do Mundo após 64 anos. O vencedor do confronto terá de aguardar até junho para enfrentar uma das duas seleções na partida final. Isso porque a partida entre Escócia e Ucrânia teve de ser adiada por causa dos conflitos que ocorrem no país do Leste Europeu, após as invasões das tropas russas.

SUÉCIA X REPÚBLICA CHECA

Com Zlatan Ibrahimovic, a Suécia briga por uma vaga na final da repescagem contra a República Checa, que chegou às quartas de final da última Eurocopa. No entanto, os checos não contarão com o artilheiro Patrik Schick, lesionado. O vencedor do duelo enfrenta a Polônia, já classificada. Os poloneses enfrentariam a Rússia, mas o país foi banido da participação na Copa do Mundo pela Fifa devido à guerra na Ucrânia.