Porque conversar com o bebê?

Crédito: Pixabay

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Muitas mães ao verem seus filhos chorarem logo sobem a blusa e liberam o peitão, que claro, na maioria das vezes acalma mesmo o bebê. Mas é importante se dar conta que nos primeiros meses chorar é a única forma do bebê se comunicar. Ele chora porque quer dormir, chora quando acorda, ele chora quando está com calor ou com frio, quando a fralda está cheia, quando quer mudar de posição. Ele chora até só pra ganhar um colinho e um chamego. Portanto nem sempre é fome. É importante entender um pouco sobre a evolução e a importância do desenvolvimento da linguagem do bebê para que se possa ter uma conexão saudável com ele e saber lidar melhor com suas demandas. Aos poucos a comunicação do bebê vai se aperfeiçoando. Aí vão alguns marcos na fase de desenvolvimento da linguagem do bebê, para acalmar as mamães de plantão, e 5 bons motivos para continuar se comunicando com eles, sem medo e sem vergonha.

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3 Fases marcantes do desenvolvimento da linguagem do bebê:

  1. Entre 6 e 9 meses o bebê começa a balbuciar alguns sons. É uma experiência e ele se diverte muito com os próprios barulhos.
  2. Ao completar o 1º ano de vida o bebê, geralmente, já está falando suas primeiras palavrinhas: mama, papa, dá, qué… mesmo que ainda imperfeitas na sonoridade ele se faz entender com facilidade.
  3. Por volta dos 2 anos de idade já é possível ver a construção das primeiras frases. Mesmo com apenas 2 ou 3 palavras ele começa a desbravar o mundo da comunicação.

 

3 motivos para continuar se comunicando com seu bebê.

  1. 1ª expressão de linguagem: É através da voz da mãe, desde a barriga que o bebê entra em contato pela 1ª vez com a linguagem falada. Antes de começar a falar, é importante que o bebê ouça bastante, para ter referências e exemplos. Pois será através da tentativa de imitar os pais que o bebê irá começar a se aventurar nas primeiras experiências vocais.
  2. Ambiente Seguro: Com 26 semanas de gestação o feto já tem o sistema auditivo desenvolvido, portanto já pode ouvir a voz da mãe. Ao nascer o bebê é capaz de reconhecer e se acalmar com o som da voz da mãe, do pai, ou mesmo de uma música conhecida da barriga. Com essa experiência ele se reconecta com um ambiente seguro, e uma criança segura aprende mais rápido e se relaciona melhor com o mundo.
  3. Acalmando a rotina: Conversar com o bebê e ir explicando para ele cada etapa da rotina traz tranquilidade para ele possa se preparar para os cada acontecimento que virá: banho, troca de fralda, refeição, passeio…
  4. Extensão do Vínculo Afetivo: Sabemos que o que a mãe sente o bebê sente. Logo, falar de maneira leve e tranquila com o bebê sobre sentimentos como tristeza, alegria, raiva, frustração, pode ajudá-lo, a no futuro, lidar melhor com eles.
  5. Imersão na Linguagem: O bebê acabou de chegar a um mundo com trilhões de palavras, expressões, e regras linguísticas e a melhor forma de prepará-lo para lidar com esse mundo é fazendo uma imersão na linguagem, por isso: cante em todo canto, leia, converse, coloque música, comunique-se com seu bebê para que ele desenvolva bem a linguagem.

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Sobre o autor

Nutricionista, Formada pela USU - Rio de Janeiro em 2003, especializada em alimentação infantil. Trabalha com crianças desde 1999, quando, ainda na faculdade, dava aulas de capoeira. Em 2013 estreou como apresentadora no canal GNT dos programas Socorro! Meu Filho Come Mal, Cozinha Colorida da Kapim e, em 2018, o Socorro! Meus Pais Comem Mal. Autora de 2 livros, homônimos dos programas, um deles com mais de 60 receitas para a família toda colocar a mão na massa. Kapim é mãe de dois adolescentes muito legais e que comem superbem, Sofia (15) e Antonio (13). Nesses mais de 20 anos trabalhando com crianças, já ajudou a transformar e melhorar os hábitos alimentares de milhares de famílias, sempre buscando uma conexão saudável entre todas as partes envolvidas: pais, filhos e o alimento.


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