PSOL oficializa apoio à reeleição de Lula, mas rejeita federação com o PT

O partido, no entanto, rejeitou a proposta de federação com o PT

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O presidente Lula (PT) ao lado de Guilherme Boulos (PSOL) Foto: Reprodução

O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) formalizou neste sábado, 7, por unanimidade, o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas rejeitou a proposta de federação com a sigla petista.

Em uma votação expressiva, 76% dos delegados foram contrários à adesão à Federação Brasil da Esperança — que reúne PT, PCdoB e PV —, enquanto 24% apoiaram a proposta. Com isso, o PSOL foca sua estratégia na prioridade central definida pela legenda: o enfrentamento à “extrema-direita”, representada por pré-candidatos como Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A proposta de ingresso na federação havia sido defendida pela ala que integra a Revolução Solidária, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP). As correntes contrárias incluíram a presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi, e membros do MES (Movimento Esquerda Socialista).

O encontro deste sábado também serviu para confirmar a renovação da federação com a Rede Sustentabilidade por mais quatro anos. A medida é vista pela cúpula do partido como estratégica para superar a cláusula de barreira e, assim, garantir acesso a recursos e representatividade.

Outra meta definida foi a ampliação da bancada do PSOL no Congresso Nacional. O partido criticou a composição atual do Legislativo e defendeu o fortalecimento das bancadas da base governista para enfrentar o Centrão e os setores mais conservadores.

“O PSOL assumiu a responsabilidade histórica de fortalecer a unidade das esquerdas para resistir aos retrocessos e reconstruir o Brasil”, afirmou o documento, fazendo referência ao histórico de oposição aos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro como base para a aliança em 2026.