Em Cartaz

Por que ela fisga a audiência

A hacker Lisbeth Salander, criada por Stieg Larsson, sobrevive ao autor e volta às telas com “A Garota na Teia de Aranha”

Crédito: Reiner Bajo

INVESTIGANDO A atriz inglesa Claire Foy como Lisbeth Salander no filme “A Garota na Teia de Aranha”: continuação da série “Millennium” (Crédito: Reiner Bajo)

O escritor David Lagerkranz é o Stieg Larsson sueco. A afirmação pode soar tola. Afinal, Larsson não é sueco? Mas há uma explicação. É de Lagerkranz o romance que originou o suspense “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”, agora em cartaz. Larsson (1954-2004) lançou a moda do policial nórdico com a trilogia “Millennium” (2005-2010). Os romances narram as investigações do jornalista Mikael Blomkvist, alter ego de Larsson, e de sua assistente, a hacker Lisbeth Salander. Ambos desmascaram o mecanismo da corrupção de políticos. A obra,inacabada, gerou uma cornucópia de lucros com traduções, séries de TV e obras de suspense correlatas. Assim despontaram genéricos larssonianos na Noruega, Islândia etc. Só faltava o novo Larsson da Suécia. Ele surgiu, enfim, em 2015: Lagerkranz, que retomou a série com “A Garota na Teia de Aranha” e “O Homem que perseguia a sua sombra”, de 2017. O filme de Fede Alvarez segue o enredo do livro: sempre enredados nos mesmos problemas, Mikael (Sverrir Gudnason) e Lisbeth (Claire Foy) desbaratam redes de meliantes digitais. A missão infinita de combater o crime prende a atenção do público, pelo charme bizarro de Lisbeth.

AS TRÊS FACES DE CLAIRE FOY

The Crown (2016 e 2017)
Viveu a rainha Elizabeth II nas duas primeiras temporadas da série. O desempenho foi tão convincente que lhe deu dois Globos de Ouro

A Garota na Teia de Aranha (2018)
Ela interpreta a hacker punk Lisbeth Salander. O papel era cobiçado por Scarlett Johansson e Natalie Portman

Wolf Hall (2015)
Antes de seduzir Hollywood, a ex-caixa de supermercado interpretou magistralmente Ana Bolena na minissérie da autora Hilary Mantel

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