Por que ela brilha há 20 anos

Por que ela brilha  há 20 anos

Gisele Bündchen não é a mulher mais linda do mundo – talvez não seja mesmo. Nem a mais sexy. Nem a mais carismática, se você exigir de uma personalidade carismática aquela turbulência interna de uma Kate Moss, por exemplo, ou aquele bafafá exterior que é a Naomi Campbell (comparada com as duas, Gisele é a Madre Tereza de Calcutá). Não chega a ser também uma modelo hype, como as que, de olhos borrados de kajal, parecem ter acabado de sair de um cabaré berlinense direto para as lentes sujinhas de Terry Richardson.

Veja as fotos do ensaio.

Mas Gisele é tudo, um amontoado de surpresas que vão se desdobrando nos editoriais de moda, nos desfiles, nas campanhas publicitárias, nas solenidades públicas, até mesmo na sua rotina familiar de mulher e mãe: beleza, sensualidade, carisma, estilo, atitude, glamour, classe, apelo cool e cult com jeitinho de simplicidade espontânea, agitação de moleca, doçura juvenil e sofisticação adulta, e, se não faltasse mais nada, aquela voz levemente rouca de quem prefere sussurrar coisas ao pé do ouvido.

Bicho mimético, que incendeia as câmeras em mil metamorfoses, o que a torna única, com sua beleza não esquemática, beleza digamos assim, Gisele, digna de virar adjetivo seguido de interjeição. Ela é única porque quando pisa na passarela é como se um feixe incandescente viesse iluminar suas passadas, relâmpago, flash, fenômeno de mulher com cumplicidade das forças da natureza – a química que subjuga a plateia, as leis da física incapazes de explicar que, quanto mais ela impõe seu galope à passarela, mais ela parece flutuar em almofadas de espuma.

Leia o texto na íntegra na Istoé Gente que já está nas bancas