O empresário Sedemir Fagundes, de 41 anos, que agencia o funkeiro MC Paiva, foi preso durante esta terça-feira, 7, pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-101, altura de Tubarão (SC), cidade que fica a cerca de 145 quilômetros de Florianópolis. O detido alegou que estava indo ao Rio Grande do Sul prestar socorro às vítimas da tragédia climática que assola o estado.

O investigado é suspeito de participar de um grupo de agiotas do PCC (Primeiro Comando da Capital) que agia na capital paulista e na região do Alto Tietê desde 2020. Conforme o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), apenas no ano passado, a quadrilha teria movimentado um valor de R$ 20 milhões em empréstimos.

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Em contato com a IstoÉ, a PRF informou que recebeu informações da Polícia Militar de São Paulo e do MP-SP, colocando em prática o mandado de prisão requisitado. Fagundes estava em uma van que transportava duas motos aquáticas em um reboque. De acordo com o investigado, os equipamentos seriam utilizados no resgate de vítimas das inundações no Rio Grande do Sul.

De acordo com as autoridades, o grupo de agiotas prometia empréstimos a juros que atingiam 300%. Caso houvesse inadimplência, os criminosos supostamente aplicavam multas e taxas diárias, além de praticarem roubos, extorsões, sequestros e ameaças.

Segundo o MP-SP, os interessados em pegar os empréstimos eram pessoas físicas e jurídicas que desejavam capital para investir em negócios de médio porte.

Operação Khalifa

A prisão de Sedemir Fagundes integra a Operação Khalifa, mobilizada pelo MP-SP, Polícia Militar e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Outras oito pessoas foram presas e as autoridades vasculharam endereços nas cidades de São Paulo, Mogi das Cruzes, Poá, Suzano, São José dos Campos, Arujá, Guarulhos e Santa Isabel.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), foram apreendidas seis armas, R$ 65 mil em espécie e em cheques, joias, celulares e relógios. Ao todo, 24 viaturas e 96 policiais participaram da operação, de acordo com o MP-SP.

Dois alvos seguem foragidos.

A defesa de Sedemir Fagundes não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.