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População de Wrightsville Beach acelera preparativos contra Florence

População de Wrightsville Beach acelera preparativos contra Florence

Alguns restaurantes em Wrightsville Beach, Carolina do Norte, permanecem abertos apesar da aproximação do furacão Florence. - AFP

Tapumes de madeira nas janelas e sacos de areia nas frestas das portas diante de um mar escuro: os moradores de Wrightsville Beach, na Carolina do Norte, se preparam para a chegada do furacão Florence tentando aparentar calma, apesar de certa ansiedade.

“Estamos fechados, sinto muito, tenha cuidado”: o restaurante mexicano Tower Seven não recebia mais clientes nesta terça-feira e tinha as janelas protegidas por placas de compensado.

Mas Jim Wenning, um frequentador do estabelecimento, estava no local para ajudar o “chefe” a tratar de “limitar o prejuízo”.

“Não temos uma tempestade como esta aqui desde a década de 1950, pode ficar tudo caótico nesta esquina durante uma semana”, diz este operário da construção com uma ferramenta na mão.

O homem – que mora no continente – ainda não sabe se vai partir: “Vou decidir no último minuto. Se os ventos continuarem a mais de 200 km/h, vou partir porque minha casa não foi feita para tanto”.

Enquanto na Carolina do Norte há fortes chuvas e raios no firmamento, em Wrightsville Beach persistia um forte calor, antecipando a ameaça que se aproxima.

Kevin Goricki, que chegou do norte do Estado para visitar a família, ainda quer pegar uma praia antes da chegada do furacão.

“Já enfrentei um furacão em 2011, Irene, e devo admitir que gosto desta atmosfera. O mais perigoso são as inundações, mas estamos no terceiro andar com minha irmã, assim não deve ter problema”, diz o homem de 29 anos olhando para o Atlântico.

Colchões, móveis, churrasqueira … Greg Cook e sua namorada, que moram em Wrightsville Beach há sete anos, próximos à cidade portuária de Wilmington, decidiram partir antes da chegada de Florence.

“Já ficamos inundados em três ocasiões, mas desta vez será uma história diferente”.

“Geralmente as pessoas dizem que o furacão vai mais para o norte, que tudo vai se resolver, mas depois acreditam que realmente será grave”.

Uma corrida contra o tempo começou para evacuar a ilha antes que a ponte móvel de acesso seja fechada, às 20H00 local de quarta-feira.

A partir deste horário serão interrompidos o fornecimento de água e de eletricidade, mas muitos decidiram permanecer na ilha.

“Nosso vizinho pensa que está seguro no andar de cima”, disse Cook. “Deixamos o nosso gerador com ele, mas acho que não foi muito inteligente ficar”.