Comportamento

Polônia: cidade natal do inventor do esperanto se recusa a homenageá-lo

Polônia: cidade natal do inventor do esperanto se recusa a homenageá-lo

(Arquivo) Aula de Esperanto na França, em 8 de agosto de 2013 - AFP/Arquivos

O conselho municipal de Bialystok recusou-se a comemorar em 2017 o Ano Zamenhof, proclamado pela Unesco um século depois da morte do inventor do esperanto, nascido nesta cidade do nordeste da Polônia.

Ludwik Zamenhof, nascido em 15 de dezembro de 1859 em Bialystok em uma família judia, elaborou a língua universal esperanto para que todos os povos do mundo pudessem se comunicar.

Este médico de formação morreu em 14 de abril de 1917 em Varsóvia.

Os conselheiros do partido conservador Direito e Justiça (PiS, no poder na Polônia) votaram contra o Ano Zamenhof, disse à AFP o presidente da Associação de esperantistas de Bialystok, Przemyslaw Wierzbowski.

A iniciativa foi derrotada por 12 votos contra 11.


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Segundo Wierzbowski, para os conselheiros do PiS, a ideia de Zamenhof era totalmente utópica, já que o esperanto é uma língua morta, e portanto sem valor para a humanidade.

O esperanto alcançou um sucesso internacional sem precedentes e, segundo os linguistas, até um milhão de pessoas o falam ocasionalmente ainda hoje.

O porta-voz do grupo PiS no conselho municipal, Konrad Zieleniecki, disse na sexta-feira à AFP que Zamenhof foi “uma figura importante na Bialystok, e digno de ser comemorado”.

Ele justificou seu voto com o fato de que a cidade já tinha decidido que 2017 seria o “Ano Jozef Pilsudski”, com motivo do 150º aniversário do nascimento do pai da independência da Polônia.

Zieleniecki reconheceu, por outro lado, que também se trata de uma disputa política local entre o PiS e o presidente da cidade, Tadeusz Truskolaski, que “procura usar Zamenhof para fins políticos”.

Parte da oposição explica a negativa, porém, com base na “emergência do nacionalismo católico” e em um “ambiente desfavorável, dentro do PiS, a tudo o que não é etnicamente polonês”.

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