Durante uma aula na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerrado, localizada em Caçapava, no interior de São Paulo, na segunda-feira, 2, um policial monitor escreveu com grafia incorreta as palavras “continência” e “descansar”. Os alunos retornaram às aulas com o novo modelo de escola cívico-militar já implementado.
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A aula em questão foi filmada pela TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo. Enquanto um dos militares está orientando os alunos, é possível ver o outro monitor escrevendo de forma equivocada “descançar”, com cedilha, e “continêcia”, sem a letra “n”. As formas corretas são “descansar”, com “s”, e “continência”, com “n” antes do “c”. O exercício abordava comandos de ordem unida, que correspondem a movimentos padronizados ligados à disciplina militar.
Coordenadores pedagógicos que acompanhavam a apresentação chamaram a atenção para os erros cometidos e, após a observação, as palavras foram corrigidas no quadro.
Em outro trecho da reportagem, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), explicou a finalidade da presença dos militares aposentados. “Vai ter policiais militares que vão tentar introduzir a questão do civismo, hastear a bandeira e cantar o hino nacional”, disse o governador, que não foi questionado sobre os erros cometidos durante a aula.
Em uma rede social, o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ) criticou que o governador “trocou professores por militares” e completou: “Imagine se essa moda pega”.
Em nota à IstoÉ, a Secretaria da Educação declarou que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado pelos docentes da escola e, neste início de implementação, os monitores estão passando orientações sobre as atividades de disciplina e promoção de valores cívicos. “Todos os monitores do Programa Escola Cívico-Militar serão submetidos a processos semestrais de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência em cada unidade escolar”, diz a nota.