Policial acusado de ‘traição à pátria’ morre sob custódia na Venezuela

Um policial preso em dezembro sob acusações de traição morreu no sábado (10) sob custódia do Estado na Venezuela, de acordo com a oposição e ONGs de direitos humanos, em meio a apelos por libertações em massa de presos políticos.

A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de um “número significativo” de detidos, incluindo estrangeiros. No entanto, familiares e defensores dos direitos humanos afirmam que apenas cerca de 20 presos por motivos políticos foram libertados desde então.

O governo interino de Delcy Rodríguez defende essa medida como um gesto de “convivência pacífica”. Mas a Casa Branca insiste que faz parte da influência de Donald Trump na Venezuela, após o bombardeio do país para capturar o presidente deposto, Nicolás Maduro.

“O Comitê de Familiares pela Liberdade de Presos Políticos denuncia a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernández, de 52 anos, ocorrida em 10 de janeiro de 2026 (…) 62 horas após o anúncio oficial das libertações de presos”, declarou a organização em comunicado divulgado na manhã deste domingo (11).

Outras organizações venezuelanas de direitos humanos também relataram a morte do policial.

Desde 2014, 18 presos políticos morreram sob custódia do Estado venezuelano, segundo organizações de direitos humanos.

De acordo com a ONG Foro Penal, existem atualmente mais de 800 presos por motivos políticos na Venezuela.

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