A Polícia Civil de São Paulo recuperou oito gravuras do artista francês Henri Matisse nesta quinta-feira (13), após as obras terem sido furtadas da Biblioteca Mário de Andrade em dezembro do ano passado. Um homem foi preso em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, em posse das gravuras. Contudo, os desenhos do artista modernista brasileiro Cândido Portinari, também subtraídos na mesma ocasião, ainda não foram localizados.
A Polícia Civil de São Paulo recuperou oito obras de arte de Henri Matisse que foram roubadas.
- As gravuras foram encontradas em uma casa em São Bernardo do Campo, e um homem foi preso em flagrante.
- Desenhos de Cândido Portinari, também furtados da Biblioteca Mário de Andrade, permanecem desaparecidos.
Segundo comunicado das autoridades, as obras de Matisse foram localizadas em São Bernardo do Campo. O indivíduo detido estava armado e mantinha as peças em sua posse, afirmando que as guardava “para o mandante” do roubo. No entanto, o chefe da quadrilha especializada no furto de arte já está preso desde abril.
A organização criminosa e o roubo
As autoridades apontam que o grupo criminoso responsável pelo roubo de obras de arte era altamente organizado e estruturado. Cada membro possuía tarefas específicas para a execução dos furtos no Brasil e a posterior comercialização no mercado negro.
Em 7 de dezembro de 2019, homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, na capital paulista. Eles renderam o vigilante e subtraíram 13 obras, sendo oito gravuras de Matisse — agora recuperadas — e cinco desenhos de Portinari, que continuam desaparecidos.
Como a polícia recupera obras de arte?
Os trabalhos dos dois artistas integravam a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).