Polícia Penal do Rio apreende miniantena Starlink em presídio

Equipamento de internet via satélite foi interceptado em Bangu 4; drogas e celulares também foram apreendidos em outras unidades

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Foto: Imagem Ilustrativa

A Polícia Penal do Rio de Janeiro apreende uma miniantena Starlink em um dos presídios do estado nesta semana, revelando a sofisticação das tentativas do crime organizado de manter comunicação externa. A ação faz parte de uma série de operações de repressão destinadas a enfraquecer a atuação de facções criminosas dentro do sistema prisional fluminense. Entorpecentes e celulares também foram confiscados em diferentes unidades.

  • A Polícia Penal do Rio de Janeiro intensifica o combate ao crime organizado e à comunicação ilegal em presídios estaduais.
  • Uma miniantena Starlink, para acesso via satélite, foi apreendida no Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4).
  • As operações também resultaram no confisco de drogas e 31 aparelhos de telefone celular em unidades como Bangu 4 e Bangu 2.

As ações sistemáticas de repressão buscam coibir a entrada e circulação de itens proibidos, além de desmantelar a comunicação de organizações criminosas de dentro do sistema penitenciário com as facções criminosas. As fiscalizações são contínuas e visam aprimorar a segurança nas cadeias.

No Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4), a fiscalização impediu a entrada de 160 gramas de entorpecente, além da emblemática apreensão da miniantena Starlink. Este equipamento, conhecido por fornecer acesso à internet rápida via satélite de forma ultraportátil, representa um desafio significativo para a segurança penitenciária.

Como a tecnologia de comunicação entra nos presídios?

A miniantena apreendida em Bangu 4 tinha como destino um interno específico e chegou ao presídio via Sedex. O método de ocultação demonstra a engenhosidade do crime: o equipamento foi localizado dentro de um rádio, descoberto pelo policial penal durante a abertura do pacote, na presença do destinatário. O detento envolvido foi imediatamente transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), onde cumpre isolamento em uma cela.

Em outra frente de atuação, no Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2), as forças de segurança confiscaram 31 aparelhos de telefone celular e aproximadamente 300 papelotes de cocaína. A operação foi conduzida por policiais penais das coordenações de unidades prisionais de alta e de média complexidade, vinculadas à Subsecretaria Operacional da Secretaria de Polícia Penal (Seppen).

As autoridades reforçam que essas apreensões são cruciais para desmantelar as redes de comando e comunicação das facções, que frequentemente utilizam o ambiente carcerário como base para suas operações externas e internas. A luta contra a criminalidade organizada exige vigilância constante e aprimoramento das estratégias de fiscalização.

Da IstoÉ.