A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), apura as circunstâncias da morte de ao menos seis pessoas cujos corpos foram encontrados em sacos plásticos em diferentes regiões da capital paulista ao longo dos últimos dois meses. A proximidade temporal e as características semelhantes dos casos geraram grande repercussão nas redes sociais, alimentando especulações sobre a possível atuação de um serial killer (assassino em série) na cidade.
Entre os registros que compõem a investigação, as autoridades se depararam com cenários chocantes: restos mortais deixados em sacos, enrolados em cobertores, além de vítimas decapitadas, esquartejadas, carbonizadas ou com marcas de disparos de arma de fogo. A repetição do modus operandi no descarte dos corpos foi o principal fator que impulsionou as teorias virtuais sobre um único autor por trás dos crimes.
Apesar das hipóteses levantadas na internet, a cúpula da Segurança Pública e os investigadores descartam, até o momento, qualquer ligação direta entre os casos. De acordo com o DHPP, as vítimas não possuíam vínculos entre si. No entanto, o fato de algumas delas apresentarem antecedentes criminais direciona a linha de investigação principal para a hipótese de execuções motivadas por acertos de contas ou disputas ligadas ao crime organizado.
Em entrevista recente, o secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, pontuou que os episódios estão sendo apurados de forma individualizada. “Está sendo investigado, mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes”, declarou.
As diligências continuam em andamento para esclarecer a autoria e a motivação de cada um dos homicídios. Até o momento, nenhum suspeito relacionado diretamente a estes episódios foi localizado ou preso pelas autoridades policiais.