Polícia britânica admite buscas ilegais em imóveis do ex-príncipe Andrew

Reconhecimento ocorreu durante audiência na Alta Corte de Londres; investigação sobre possível repasse de informações a Jeffrey Epstein continua

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A polícia britânica reconheceu nesta quinta-feira (8) que as buscas realizadas em fevereiro em duas propriedades do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foram ilegais. A admissão ocorreu durante uma audiência na Alta Corte de Londres, após o ex-integrante da família real contestar judicialmente a legalidade das operações.

Apesar do reconhecimento, a investigação envolvendo Andrew e suas possíveis ligações com o financista americano Jeffrey Epstein permanece em andamento.

Ex-príncipe foi detido em fevereiro

Andrew foi detido em 19 de fevereiro de 2026 e permaneceu sob custódia policial por aproximadamente 12 horas, antes de ser liberado sob fiança.

A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia de Thames Valley, que apura suspeitas de má conduta no exercício de uma função pública.

O caso ganhou repercussão internacional por envolver um integrante da família Windsor e por suas possíveis conexões com Epstein, condenado por crimes sexuais e acusado de exploração sexual de menores.

Investigação apura possível compartilhamento de documentos

As autoridades britânicas investigam se Andrew teria fornecido informações confidenciais do governo do Reino Unido a Jeffrey Epstein durante o período em que exerceu a função de representante comercial britânico, entre 2001 e 2011.

A suspeita é de que documentos e informações sensíveis tenham sido compartilhados indevidamente com o financista americano.

Andrew nega irregularidades relacionadas ao caso.

Em 2025, o rei Charles III retirou os títulos reais do irmão, em meio às controvérsias envolvendo seu nome.

Anulação das buscas não encerra investigação

Durante a audiência desta quinta-feira, a polícia reconheceu que os procedimentos utilizados nas buscas realizadas nas propriedades do ex-príncipe não atenderam às exigências legais.

A Alta Corte ressaltou, entretanto, que a anulação dos mandados não compromete automaticamente toda a investigação.

Segundo o tribunal, a invalidação das autorizações de busca não significa que as demais diligências policiais tenham sido conduzidas de maneira ilegal.

Dessa forma, as autoridades poderão continuar apurando as suspeitas envolvendo Andrew, respeitando os limites estabelecidos pela legislação britânica.

Destino do material apreendido será decidido pela Justiça

Outro ponto que permanece em discussão é o destino dos documentos e demais materiais recolhidos durante as operações de fevereiro.

A Polícia de Thames Valley informou que ainda existem procedimentos judiciais em andamento para determinar se os itens apreendidos poderão ser mantidos e utilizados na investigação.

A decisão deverá esclarecer quais materiais poderão permanecer sob responsabilidade dos investigadores e quais medidas serão necessárias após o reconhecimento da ilegalidade das buscas.

Até o momento, não há indicação de que a decisão da Alta Corte resulte no encerramento das apurações sobre o ex-príncipe.

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