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Pneus, principal preocupação no GP dos 70 anos da Fórmula 1

Os pneus e o risco de furos são a grande preocupação do Grande Prêmio dos 70 anos da Fórmula 1, a ser realizado neste fim de semana no circuito de Silverstone (Inglaterra), após o espetacular final da etapa passsada, disputada nesta mesma pista.

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O vencedor Lewis Hamilton (Mercedes) concluiu a última volta com um pneu furado. O mesmo aconteceu com seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, uma volta antes, que acabou perdendo posições e encerrando a prova sem pontuar.

O britânico, seis vezes campeão mundial, tem uma vantagem de 30 pontos sobre Bottas após quatro corridas em um campeonato que não deve ter mais de 15 etapas devido à pandemia do coronavírus.

Por esse motivo, várias provas são organizadas nos mesmos circuitos com um intervalo de uma semana. É o caso deste Grande Prêmio do 70º Aniversário da F1, que ocorre uma semana após o GP da Inglaterra e novamente sem a presença de público.

Silverstone foi palco do primeiro Grande Prêmio do Campeonato Mundial de Fórmula 1 em 1950, e seus promotores querem destacar esta data organizando uma segunda corrida nesta pista lendária.

Muito rápido, com sucessões espetaculares de curvas longas, Silverstone é um circuito exigente para pneus, especialmente com a Fórmula 1 tão rápida e com tanto suporte aerodinâmico.

“A ‘pole position’ (sábado passado) foi 1,2 segundo mais rápida que em 2019 e, portanto, as últimas voltas do Grande Prêmio da Inglaterra foram difíceis, porque havia muito desgaste nos pneus da Fórmula 1 mais rápido da história”, afirmou a Pirelli, fornecedora de todos pneus da principal categoria do automobilismo mundial.

A investigação realizada pelo fabricante sobre os furos nos pneus das Mercedes e da Mclaren de Carlos Sainz Jr concluiu que foram incidentes devido a “circunstâncias da corrida”.

Para o próximo domingo, a previsão é de calor e de uso de pneus macios em Silverstone. Por isso a Pirelli recomendou que as equipes reduzissem a pressão máxima.

“Os pneus mais macios envolverão mais paradas e uma maior variedade de estratégias, e podemos esperar uma luta agradável”, disse Toto Wolff, chefe da Mercedes, equipe que venceu todas as quatro provas realizadas até agora (três com Hamilton, uma com Bottas).

– Calcanhar de Aquiles –

Os carros alemães têm sido muito mais rápidos que seus rivais desde o início da temporada e praticamente imbatíveis … mesmo com três rodas. Mas sua perfeição também poderia ser o calcanhar de Aquiles.

Os suportes superiores forçam mais os pneus e o excesso de otimismo quase custou caro no último domingo.

Max Verstappen, que terminou em 2º, a cinco segundos de Hamilton, parou para trocar os pneus de seu Red Bull a poucas voltas do final.

Embora isso lhe tenha permitido fazer a volta mais rápida e marcar um ponto extra, ele também deixou escapar uma possível vitória.

O jovem holandês, que está a 36 pontos de Hamilton e a 4 de Bottas, não perde a fé depois de terminar em segundo lugar nos últimos dois Grandes Prêmios.

“Somos menos rápidos do que eles (a Mercedes), especialmente na qualificação e na corrida em circuitos como Silverstone, por isso não podemos realmente competir. Mas ainda estamos pressionando”, afirmou.

Atrás, várias equipes estão próximas uma da outra. Atualmente, existem apenas 19 pontos entre o 3º (McLaren) e o 6º (Renault). A Ferrari (4ª) conseguiu dois pódios com Charles Leclerc, a Renault melhorou no final de semana passado, a McLaren é muito regular e o Racing Point (5ª) não realiza seu potencial completamente.

A alegação apresentada contra esta equipe pela Renault, que acusa a Racing Point de plagiar vários elementos da Mercedes, campeã do ano passado, foi investigada na quarta-feira, mas ainda não há decisão anunciada.

jld/sg/gh/lca

DAIMLER

PIRELLI & C. SPA

FERRARI NV

Renault

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