A repórter Ju Massaoka, do programa Mais Você, relatou nesta sexta-feira, 1º, complicações graves após descobrir a inserção de PMMA em seu nariz sem consentimento, durante um procedimento de rinoplastia. A jornalista correu o risco de necrose em parte do órgão e precisou de cirurgia reconstrutiva para resolver o problema causado pelo produto.
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O que aconteceu
- A repórter Ju Massaoka descobriu PMMA no nariz, implantado sem seu consentimento, após uma rinoplastia.
- Ela enfrentou risco de necrose em parte do órgão e precisou de cirurgias reconstrutivas para reparar os danos.
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia alertado sobre os riscos do uso inadequado do PMMA em procedimentos estéticos.
Ju Massaoka, apresentando dificuldades respiratórias, buscou um otorrinolaringologista para investigar a causa. Exames e avaliações indicaram a necessidade de procedimentos cirúrgicos para corrigir um desvio de septo e uma intervenção no corneto nasal. Foi durante essas cirurgias que a equipe médica identificou a presença do polimetilmetacrilato (PMMA) no local.
A descoberta do PMMA, um produto químico permanente, obrigou o médico a realizar uma reconstrução do nariz da jornalista, devido aos danos causados pela substância. A revelação chocante deixou a repórter abalada.
“Isso foi colocado sem o meu conhecimento”, afirmou Ju Massaoka no programa. “Essa situação mexeu muito comigo. Me senti violada por ter passado por tanto risco”, desabafou a jornalista, evidenciando a gravidade da violação de sua autonomia e os perigos enfrentados.
Quais são os perigos do PMMA em procedimentos estéticos?
Em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta formal sobre o uso de PMMA para fins estéticos, reiterando os graves riscos associados ao produto. Dentre as complicações potenciais do uso inadequado da substância, a Anvisa listou problemas neurológicos, embolia pulmonar e inflamações sistêmicas, que podem comprometer seriamente a saúde do paciente.
O órgão regulador enfatiza a importância de verificar rigorosamente se o produto a ser utilizado possui registro e está devidamente regularizado. Além disso, a Anvisa orienta que os pacientes consultem se o serviço de saúde possui autorização de funcionamento e, crucialmente, se o profissional responsável pelo procedimento detém qualificação e habilitação adequadas para a realização da intervenção. Essas informações podem ser consultadas diretamente no site oficial da agência.