Farol ISTOÉ

PM do Rio acerta ao atirar em sequestrador de ônibus

Crédito: Reprodução/TV Globo

ônibus sequestrado no Rio (Crédito: Reprodução/TV Globo)

A PM do Rio merece aplausos em sua decisão de atirar no sequestrador do ônibus da Viação Galo Branco, que ia de São Gonçalo ao Rio de Janeiro, e que fez 37 passageiros como reféns, desde às 5h30m da manhã desta terça-feira. Portando um revólver 38, uma arma de choque, uma faca e uma garrafa pet cheia de gasolina, o sequestrador ameaçava incendiar o ônibus, que ele atravessou no meio da Ponte Rio-Niterói, e matar todos os passageiros, além do motorista e do cobrador. Não se sabe porque ele tomou essa atitude. Ele entrou no ônibus dizendo ser policial, mas logo passou a dirigir ameaças a todos. O ônibus foi cercado pela PM e algumas passageiras começaram a passar mal. O sequestrador liberou seis delas. Uma chegou a desmaiar. Negociações foram iniciadas com o sequestrador, que não se mostrava disposto a liberar as demais vítimas. Foi aí que começou uma estratégia da PM para libertar todos os passageiros. Uma viatura do Corpo de Bombeiros se posicionou perto do ônibus sequestrado e um atirador de elite (snipper) se posicionou sobre o caminhão dos bombeiros, cobrindo-se com um cobertor vermelho, da mesma cor da viatura. Armado com um fuzil, aguardou o sequestrador ficar ao seu alcance. Como o sequestrador saiu várias vezes do ônibus para falar com os policiais do lado de fora, na terceira vez que fez isso foi atingido pelo atirador do Bope. Levou três tiros. Pensou-se inicialmente que ele havia morrido, mas depois veio a informação que chegou com vida ao Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. O presidente Bolsonaro elogiou a ação do atirador e lembrou que um fato semelhante no Rio com o ônibus 174 acabou com uma professora inocente morta. O sequestrador, nesse caso, foi morto dentro de uma viatura policial a caminho do hospital. Na verdade, é mesmo de se elogiar a ação da PM do Rio neste caso de hoje na Ponte Rio-Niterói. O bandido ameaçava 37 pessoas e não havia outra saída que não a de ser baleado e colocado fora de ação.