Um agente da Polícia Militar foi gravado agredindo representantes da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (AMES-RJ) e do Diretório Central dos Estudantes Mário Prata, da UFRJ, na manhã desta quarta-feira, 25, na Escola Estadual Amaro Cavalcanti (atual Escola Senhor Abravanel), localizada no Largo do Machado, no Rio de Janeiro.
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De acordo com o DCE da UFRJ e a AMES-RJ, os estudantes estavam na unidade para apoiar um abaixo-assinado que pedia o afastamento de um professor acusado de assédio. Nas imagens, o policial aparece dando tapas e socos nos jovens no pátio da instituição. Três representantes estudantis foram detidos e levados à 9ª DP (Catete).
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Em uma publicação no Instagram, páginas vinculadas à instituição de ensino declararam que, além de o subtenente agredir os estudantes ainda dentro da unidade escolar, com tapas e socos, do lado de fora a agressão continuou com spray de pimenta. Na mesma postagem, consta que haverá um ato de manifestação amanhã, às 14h, em frente à Prefeitura do Rio. “Lutar não é crime!”, declararam.
Também pro meio das redes sociais, a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) classificou a conduta do agente como “inaceitável” e informou que entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) para cobrar esclarecimentos sobre o episódio. “A violência aconteceu após a organização de um ato contra o assédio. A conduta desse agente não pode passar impune”, afirmou a parlamentar.
ABSURDO! Dentro de uma escola pública, um policial agrediu dois estudantes e a presidente da AMES. Segundo informações, a violência aconteceu após a organização de um ato contra o assédio. Estou estarrecida com essas imagens. Entrei em contato com a SEEDUC e aguardo… pic.twitter.com/wwmBXSugXA
— Renata Souza (@renatasouzario) March 25, 2026
À IstoÉ, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o comando da Corporação, diante da gravidade dos fatos contidos nas imagens captadas, determinou que a Corregedoria Geral instaure um procedimento para apurar a conduta do agente de forma imediata.
O militar já foi identificado, será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e foi preventivamente afastado de suas funções. “A Polícia Militar reitera seu compromisso institucional de atuar em defesa da sociedade e de sempre apurar com a atenção e transparência necessárias a conduta de seus policiais em serviço”, diz a nota.
Já a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) lamentou o ocorrido e reforçou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar. A Seeduc ainda afirmou que prestará todo o apoio necessário aos alunos envolvidos e determinou o afastamento imediato do professor alvo da manifestação. “Uma sindicância foi aberta para apurar o caso e a conduta dos demais servidores envolvidos”, informou.