A plataforma americana Suno, especializada em música gerada por inteligência artificial (IA), e a gravadora Warner Music Group (WMG) anunciaram um acordo nesta terça-feira (25) para remunerar os artistas cuja produção seja utilizada para criar músicas.
O acordo, anunciado por ambas as empresas, encerra uma ação civil movida pela Warner. A gravadora acusava a Suno de ter recorrido a seus catálogos sem autorização e sem compensação financeira.
Há algumas semanas, a empresa Udio, grande rival da Suno nesse mercado, deu início a essa nova fase da música e da IA ao assinar acordos com a Universal Music Group e a Warner, dois dos três selos discográficos mais poderosos do mundo ao lado da Sony Music Group.
Esses acordos devem contribuir para transformar o modelo econômico da música com IA, a fim de integrar músicos, cantores e titulares de direitos autorais, que temiam ficar privados de parte de seus rendimentos.
No acordo assinado com a WMG, a Suno se comprometeu a substituir em 2026 seu modelo atual de IA por novas versões que levarão em conta o acordo de licença. Além disso, será necessário ter uma conta paga para baixar arquivos de áudio.
A plataforma oferecerá agora aos artistas e titulares de direitos a possibilidade de escolher se permitem o uso de sua música, seu nome, sua imagem e sua voz pelos usuários do serviço.
Isso representa “uma vitória para a comunidade de criadores, que beneficiará a todos”, afirmou Robert Kyncl, diretor-executivo da Warner Music Group, citado no comunicado.
A Suno, que registra um crescimento contínuo, alcançou 150 milhões de dólares (807,5 milhões de reais) no fim de outubro em receitas anuais.
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