São Paulo, 27/09 – O coordenador do Centro de Estudos em Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GVAgro) e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, avalia que o plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) é um instrumento de referência para que o Brasil possa avançar no cumprimento de metas para próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 23, que ocorrerá em Bonn, na Alemanha, entre 6 e 19 de novembro deste ano.
Ele afirmou, no entanto, que o plano ABC ainda não está avançando como o esperado. “Temos avançado bem, mas menos do que gostaria”, disse Rodrigues durante lançamento de dois estudos que analisam a estratégia brasileira para a Agricultura de Baixo Carbono nesta quarta-feira, 27, em São Paulo. Os estudos oferecem contribuições para o Brasil potencializar suas metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do setor agropecuário.
Uma das análises desenvolveu um modelo econômico-ambiental capaz de simular os efeitos da implementação das metas do Plano ABC até 2020 para recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) em 4 milhões de hectares, duas das metas do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC). Além disso, estima as emissões GEE alcançadas ao fim das implementações.
“Estamos em um cenário nebuloso, política e economicamente, e as atenções estão voltadas para o ano que vem e lógico que estamos olhando essa possibilidade com expectativa positiva”, disse Rodrigues sobre a atual situação política e econômica do País. O ex-ministro voltou a citar a sua intenção de criar um plano de governo para o Brasil que tenha como base o agronegócio. “Uma plataforma que abranja todos os temas de interesse nacional”, afirmou.