Maior bancada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o PL tem estudado a possibilidade de abdicar da indicação da segunda vaga ao Senado pelo estado em troca da escolha do nome do vice na chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). As conversas ainda estão no campo partidário e ainda não chegaram ao governador, de acordo com interlocutores.
O partido quer indicar o presidente da Alesp, deputado André do Prado, para o cargo. O parlamentar é próximo de Tarcísio e tem atuado em dobradinha com o governador no Legislativo estadual. Para emplacar a vice, correligionários do partido, comandado por Valdemar Costa Neto, têm justificado o tamanho da bancada na Casa, que conta com 20 deputados atualmente.
Embora esteja entre os postulantes, André do Prado não é o favorito de Tarcísio no momento. Aliados próximos do governador afirmam que ele quer manter a chapa com Felício Ramuth (PSD), seu atual vice. Caso contrário, o presidente da Alesp entraria como o segundo da lista. Apesar disso, Tarcísio tem André também como braço direito e alguém que quer manter por perto e, nos bastidores, sempre reconhece o trabalho do aliado.
Interlocutores do chefe do Bandeirantes, sob reserva, afirmaram que as pressões do PL com as bancadas não devem funcionar. Para eles, Tarcísio já tem capital político próprio e não deve abdicar da escolha do vice. Sobre o Senado, a história poderia ser diferente, embora o governador paulista tenha defendido ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) um nome do Centrão, como mostrou a IstoÉ.
Além de Ramuth e André do Prado, o nome do secretário de Relações Institucionais do Bandeirantes, Gilberto Kassab, também circula como possível vice de Tarcísio. Para isso, o presidente do PSD tem tentado reforçar sua bancada na Alesp para pressionar o governador paulista. Na quinta-feira, 5, ele confirmou a filiação de seis deputados do PSDB, que vão se juntar ao PSD em março.
Apesar de estar entre os cotados, a relação de Kassab e Tarcísio está desgastada após o secretário chamar de “submissão” a relação entre o governador e Bolsonaro. Com o episódio, a possibilidade do presidente do PSD se tornar vice da chapa esfriou ainda mais.