Pix do amor
Após três meses do lançamento, novo meio de pagamentos instantâneos vira correio elegante e até aplicativo de namoro
ENCONTRO A estudante Larissa começou a receber transferências de valores baixos de um “crush” do passado (Crédito: Divulgação)
Algumas das frases que mais aparecem em comentários de portais de notícias do País quando um assunto sério vira chacota nas mãos, principalmente, dos jovens são “O Brasil precisa ser estudado” ou o “Brasil não é para amadores”. Esse foi o caso do Pix, o meio de pagamento eletrônico inaugurado em novembro passado pelo Banco Central. Se a ideia inicial era facilitar transferências e pagamentos em estabelecimentos comerciais, o brasileiro encontrou uma maneira de desvirtuar sua função original. Isso porque o serviço permite que a pessoa que realize uma transferencia bancária deixe uma mensagem que “justifique” a operação.
Nas redes sociais as brincadeiras envolvendo a modalidade já têm até nome: PixTinder ou PixSexual. A origem vem de outro aplicativo de sucesso, o Tinder, criado especificamente para que pessoas possam se conhecer e se relacionar de maneira íntima. Mas com o Pix, tudo começou quando um perfil do Twitter indentificado como Matheus Siqueira pediu ajuda aos internautas sobre como bloquear o número PIX para um determinado usuário. O primo de Matheus havia bloqueado a namorada em todas as redes sociais e eliminado qualquer forma de contato após sofrer uma traição. A menina, no entanto, encontrou no PIX uma maneira de enviar mensagens em busca de uma possível reconciliação.

A usuária decidiu enviar diversos depósitos de R$0,01 para o amado. O conteúdo? Pedido de desculpas e o desejo de reatar o romance. Quem se aproveitou da ideia foi o empresário Wellington Paulo, alguém que nada tinha a ver com o casal e recebeu mais de 200 transferências ao publicar seu número de telefone, que é a sua chave PIX. “Acho que no total deu uns R$ 58 que usei para comprar ração para meus cachorros”, diz. Já a estudante Larissa Maria, de 22 anos, notou que começou a receber transferências de valores baixos de um antigo “crush” do passado. “Eu tinha bloqueado o rapaz em todas as redes porque ele tinha feito uma besteira e eu não queria mais olhar na cara dele”, explica. Papo vai, papo vem (por R$ 2 a mensagem) e os dois pretendem até se encontrar novamente.
O Banco Central é cauteloso e diz que não é possível bloquear números no sistema de pagamento instantâneo. Porém, a instituição aconselha que em casos indesejados, sejam desativadas as notificações do aplicativo, pois também não possui controle sobre o teor das mensagens. O risco dessa forma de paquera está, principalmente, na divulgação de dados pessoais. Wellington Paulo diz que, como empresário, se desejasse agir de má fé, poderia usar todos os números de telefone e CPF das centenas de pessoas que fizeram a transferência e vender esses dados para empresas de telemarketing ou até mesmo para golpistas. Ou seja, se for paquerar, talvez seja melhor apelar para as tecnicas do passado: mandar flores? Por que não?
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