Em Cartaz

Pílulas que mudam sua vida… para pior

“Maniac” penetra no laboratório de uma corporação farmacêutica que testa medicamentos em paciente graves

Crédito: Michele K. Short / Netflix

TESTE Pacientes com distúrbios se submetem à pílula “milagrosa”, como Annie e Owen (abaixo): prelúdio para o caos (Crédito: Michele K. Short / Netflix)

Michele K. Short / Netflix

A série “Maniac” é inusitada por três razões. A primeira é que trata de um assunto tabu: o de como e por que os laboratórios farmacêuticos recrutam pacientes para testes de medicamentos experimentais. A ação, a fala dos personagens e a fotografia, em segundo lugar, retratam um ambiente aparentemente realista, mas repleto de alucinações encobertas. Por fim, os personagens são vividos com densidade psicológica, mas sem exageros. A comédia macabra transcorre em dez episódios numa Nova York povoada por máquinas de inteligência artificial, como coalas enxadristas e mini-robôs que limpam excrementos de cães e gatos nas calçadas. Em meio à bizarrice, Annie Landsberg (Emma Stone) vive em busca em um certo tipo de opiáceo. A droga ameniza a dor da perda da irmã. Owen Milgrim (Jonah Hill) é um filho de industrial inadaptado à rotina da empresa da família. Ao descobrir que é esquizofrênico, busca a cura. Os dois se inscrevem em um teste de um comprimido experimental que promete milagres , produzido na corporação Neberdine Pharmaceutical and Biotech. O clima de suspense faz o espectador “maratonar” a série. Netflix, estreia em 25/9.

 

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