Voos para o Oriente Médio serão poupados devido à guerra na região. É a segunda paralisação neste ano, em disputa por contribuições para planos de pensão.Os pilotos da Lufthansa foram convocados para realizar uma greve de 48 horas na quinta (12/03) e sexta-feira (13/03), informou um sindicato da classe. É o mais recente episódio de uma disputa trabalhista com a companhia aérea alemã, e até 5 mil pilotos poderão cruzar os braços.
A greve afetará partidas na Alemanha operadas pela companhia aérea principal da Lufthansa, bem como por sua subsidiária de carga Lufthansa Cargo e pela transportadora regional Lufthansa CityLine.
O sindicato havia evitado uma paralisação na semana passada devido às tensões que afetam as viagens aéreas para o Oriente Médio, imerso numa guerra envolvendo vários países, que deixou milhares de pessoas presas na região. Os voos para a região ficarão isentos da greve.
Os destinos excluídos da paralisação incluem Egito, Azerbaijão, Bahrein, Iraque, Israel, Iêmen, Jordânia, Catar, Kuwait, Líbano, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
A disputa gira em torno das demandas por maiores contribuições patronais para os planos de pensão da empresa.
Segundo o presidente do sindicato Vereinigung Cockpit, Andreas Pinheiro, ainda não há proposta significativa na mesa para atender às preocupações dos pilotos. "O outro lado apenas sinaliza disposição para conversar, mas não quer discutir melhorias substanciais no plano de pensão da empresa."
Segunda greve do ano
Os pilotos das três operações da Lufthansa afetadas já haviam votado anteriormente em uma assembleia para autorizar ações trabalhistas.
A paralisação marca a segunda rodada de greve. Os pilotos da companhia aérea principal da Lufthansa já haviam parado por um dia em fevereiro, forçando o cancelamento de mais de 800 voos e afetando cerca de 100 mil passageiros.
A Lufthansa propôs então reformas neutras em termos de custo para o sistema de pensões da empresa, seguidas por discussões com um mediador externo sobre a organização mais ampla das operações de voo e as perspectivas de carreira para os pilotos.
O diretor-presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, afirmou que tais oportunidades de carreira são de maior interesse para os funcionários do que o já generoso sistema de pensões da empresa.
Na subsidiária de baixo custo Eurowings, uma votação semelhante será concluída na próxima semana. Os seus pilotos não participam da greve desta semana.
ht (dpa, AFP)