Um pouso forçado no mar da Barra da Tijuca, na manhã desta sexta-feira, 3, voltou a colocar em evidência a trajetória do piloto de helicóptero Adonis Lopes, profissional com histórico de atuações marcantes no estado do Rio de Janeiro.
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O incidente ocorreu durante um voo panorâmico que havia partido da região do Pontal. De acordo com informações iniciais, a aeronave, um Robinson 44, apresentou falhas técnicas, obrigando o piloto a realizar um pouso de emergência no mar, próximo à faixa de arrebentação, entre os postos 3 e 4. Além de Adonis, outras duas pessoas estavam a bordo, e ninguém ficou ferido.
Testemunhas relataram que o helicóptero perdeu potência ainda no ar, mas conseguiu ser conduzido até uma área com menor concentração de banhistas. Um surfista que presenciou a cena afirmou que o piloto evitou uma área mais cheia antes de realizar a descida.
Piloto da Polícia Civil, Adonis Lopes estava de folga no momento do voo. Ao longo da carreira, ele já participou de operações relevantes e chegou a transportar o ex-governador Cláudio Castro em compromissos oficiais.
Piloto já foi sequestrado
Entre os episódios mais conhecidos de sua trajetória está um sequestro ocorrido em 2021. Na ocasião, dois homens armados contrataram um voo que saiu de Angra dos Reis e, durante o trajeto, anunciaram o crime, obrigando o piloto a seguir em direção ao Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste.
Segundo relatos da Polícia Civil, os criminosos pretendiam resgatar um detento e chegaram a entrar em confronto físico com o piloto dentro da aeronave. Para evitar a ação, Adonis realizou manobras sobre o 14º BPM, em Bangu, simulando uma possível queda. A estratégia levou os sequestradores a desistirem do plano, temendo um acidente. Posteriormente, eles ordenaram que o helicóptero seguisse até Niterói, onde desembarcaram e fugiram.
Outro episódio de destaque ocorreu em 2012, durante uma operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira, conhecido como Matemático. Na ocasião, o helicóptero pilotado por Adonis foi utilizado no apoio aéreo à ação.
De acordo com o próprio piloto, a equipe foi alvo de disparos enquanto acompanhava a movimentação do criminoso, que tentava escapar em alta velocidade. A operação terminou com o suspeito encontrado morto dentro de um veículo, após o cerco realizado pelas forças de segurança.