Diretor da PF retira credenciais de servidor dos EUA por princípio de reciprocidade

Medida é resposta à exigência de saída de delegado brasileiro envolvido na prisão de Alexandre Ramagem

Andressa Anholete/Agência Senado
Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, anunciou nesta segunda-feira, 22, a retirada das credenciais diplomáticas de um servidor do governo dos Estados Unidos atuante no Brasil. Em entrevista à GloboNews, Rodrigues afirmou que a medida foi adotada com base no princípio da reciprocidade diplomática, após o governo norte-americano exigir que um delegado brasileiro deixasse o território dos EUA.

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O que aconteceu

  • Em um gesto de reciprocidade diplomática, o Brasil retirou as credenciais de um servidor dos EUA.
  • A medida é uma resposta à exigência norte-americana para que um delegado brasileiro, ligado à prisão de Ramagem, deixasse seu território.
  • O Ministério das Relações Exteriores conduz as negociações para resolver o impasse diplomático.

O delegado brasileiro alvo da medida anterior de Washington teve participação direta nas investigações que levaram à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Embora a retirada de credenciais limite a atuação do servidor estrangeiro no Brasil, o comando da PF ressaltou que não se trata de uma expulsão sumária, mas de um ajuste de status condicionado às movimentações da contraparte.

De acordo com o diretor-geral, o caso está sob condução do Ministério das Relações Exteriores. Rodrigues destacou que o governo brasileiro aguarda a formalização de trâmites por parte das autoridades dos Estados Unidos para a conclusão dos procedimentos. Até o momento, o Itamaraty mantém reuniões e contatos diplomáticos para gerir o impasse entre os dois países.