PF investiga suspeita de fraude em concurso da UFRJ

Operação Gabarito cumpre 13 mandados no Rio após identificação de padrão suspeito nas respostas de candidatos

Crédito: Wikimedia Commons — imagem de arquivo da UFRJ.
Foto: Crédito: Wikimedia Commons — imagem de arquivo da UFRJ.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 21, a Operação Gabarito para investigar suspeitas de fraude em um concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ação cumpre 13 mandados de busca e apreensão na capital fluminense.

As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e são cumpridas em endereços nos bairros de Bangu, Realengo e Taquara, nas zonas Oeste e Sudoeste da cidade.

A investigação apura possíveis irregularidades no concurso para cargos de técnico-administrativo em educação da UFRJ, realizado em março deste ano. O edital, lançado em dezembro de 2025, previa 243 vagas de níveis médio e superior.

Segundo a Polícia Federal, a apuração começou após uma notícia-crime encaminhada pela Selecon, organizadora do processo seletivo. A empresa identificou um padrão considerado suspeito nas respostas apresentadas por diferentes candidatos.

Para os investigadores, a repetição pode indicar a existência de um esquema coletivo para interferir no resultado da seleção e beneficiar determinados participantes. A PF busca agora reunir elementos que permitam esclarecer como as supostas irregularidades teriam ocorrido e identificar todos os envolvidos.

Os alvos da operação poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público. A corporação informou ainda que outros delitos podem ser identificados ao longo das investigações.

A deflagração de uma operação e o cumprimento de mandados não equivalem a condenação. As buscas têm o objetivo de recolher documentos, equipamentos e demais provas que possam confirmar ou afastar as suspeitas levantadas durante a apuração.

A UFRJ é uma das maiores universidades federais do país e mantém unidades em diferentes regiões do Rio de Janeiro. O concurso investigado era destinado à formação de quadro técnico-administrativo, com vagas voltadas ao funcionamento de setores de ensino, pesquisa, gestão e serviços da instituição.

Até a última atualização divulgada pela PF, não havia detalhes públicos sobre o material apreendido nem sobre eventuais medidas administrativas relacionadas ao resultado do concurso. A continuidade da seleção dependerá das decisões das autoridades responsáveis e do avanço das investigações.

Da IstoÉ