(ANSA) – BRASILIA, 05 DIC – A Polícia Federal (PF) do Brasil, com o apoio das forças de segurança dos Estados Unidos e do Paraguai, deflagrou nesta terça-feira (5) uma operação contra o tráfico internacional de armas destinado às principais facções que atuam no país. O líder da organização é Diego Hernán Dirísio, um empresário argentino radicado no Paraguai, onde foram detidos militares de alta patente.   

A organização criminosa teria fornecido 43 mil armas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), movimentando cerca de R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos.   

O argentino Dirísio é o proprietário da empresa IAS e o responsável pela “organização criminosa” internacional, informou o superintendente da PF, delegado Flávio Alvergaria.   

O ex-comandante da Força Aérea do Paraguai, general Arturo González, o general José Antonio Orué e outros militares foram detidos hoje no Paraguai, onde o empresário Dirísio ainda está foragido.   

A organização de Dirísio importava metralhadoras, fuzis e rifles da Eslovênia, Turquia, Croácia e República Tcheca. Os equipamentos eram adulterados e exportados para grupos que atuam em vários estados brasileiros.   

A PF brasileira cumpriu hoje mandados de prisão e busca e apreensão em Brasília e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraná e Minas Gerais. As investigações começaram em 2020, quando pistolas fabricadas em outros países foram apreendidas pela polícia na Bahia.   

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As autoridades judiciais da Bahia solicitaram que os suspeitos sejam incluídos na lista vermelha de procurados da Interpol e extraditados para o Brasil. (ANSA).   


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