Economia

Petróleo recua em meio a dólar forte e suposta amenização de tensões EUA-Irã

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 16, em meio a uma suposta amenização das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Além disso, o dólar mais forte contribuiu para o movimento.

O petróleo WTI para entrega em agosto negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 3,29%, a US$ 57,62 por barril. Já o petróleo Brent para setembro na Intercontinental Exchange (ICE) caiu 3,20%, a US$ 64,35 o barril.

Nesta terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, teriam dito que as negociações com o Irã em relação ao programa nuclear estavam avançando. “Muito progresso foi feito”, teria afirmado o chefe da Casa Branca, em reunião na sede do Executivo, em Washington. “Não estamos buscando uma mudança no regime iraniano. Queremos eles fora do Iêmen”, teria completado o republicano.

Já Pompeo, segundo fontes, declarou que o Irã está disposto a negociar seu programa de mísseis, enquanto Teerã tem afirmado nos últimos dias que pode dialogar com os americanos, contanto que sanções econômicas sejam retiradas.

As declarações não foram detalhadas, mas foram interpretadas como sinais de que as tensões americanas junto ao país persa podem estar diminuindo, o que ameniza temores em relação à oferta da commodity energética.

Além disso, a oferta está fortalecida com a tendência de normalização das atividades nos postos de produção do Golfo do México, que estavam fechados devido à passagem da tempestade tropical Barry. No entanto, até o momento, mais da metade dos postos de produção permanece fechada.

Em relatório divulgado a clientes nesta terça-feira, a Capital Economics argumenta que “a produção do setor deve começar a cair modestamente no segundo semestre do ano”, o que tende a fortalecer as cotações.

Pelo lado cambial, o dólar forte ao longo do dia torna commodities, como o petróleo, mais caras para detentores de outras divisas, pressionando a demanda e, consequentemente, as cotações. Com informações da Dow Jones Newswires.

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