Petróleo opera em alta, em reação a tensões políticas globais

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta segunda-feira, com tensões no Oriente Médio e a preocupação sobre a política dos Estados Unidos na região apoiando os preços. A ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de encerrar o acordo nuclear de 2015 com o Irã, bem como as tensões entre o governo central do Iraque e a região semiautônoma curda geram preocupação entre investidores sobre possíveis problemas futuros na oferta da commodity.

Às 8h55 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro operava em alta de 1,36%, a US$ 52,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,66%, a US$ 58,12 o barril, na ICE.

O anúncio de Trump poderia levar a um colapso do acordo nuclear com Teerã, dizem analistas. Nesse caso, o Congresso dos EUA teria a opção de retomar sanções contra os setores de energia e financeiro do país.

As forças iraquianas, por sua vez, entraram em confronto com combatentes curdos na província rica em petróleo de Kirkuk no início desta segunda-feira, de acordo com autoridades do Iraque e curdas.

“É a primeira vez desde 2014 que nós temos visto o risco geopolítico acrescentar algo ao preço, em um reflexo de que o mercado de petróleo está ficando mais contido”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities da SEB Markets.

Os preços do barril subiram no fim da semana passada após um relatório mostrar uma queda acima da prevista nos estoques de petróleo dos EUA. Isso se somou aos números da Baker Hughes, segundo os quais o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA caiu 5 na última semana, para 743.

Os mercados de petróleo têm também recebido um impulso graças ao apetite maior por risco, segundo Ric Spooner, analista-chefe de mercado da CMC Markets. Isso impulsionou também outros ativos de maior risco, como as ações, já que investidores respondem a dados positivos pelo mundo. A perspectiva de curto prazo para os preços do petróleo, em geral, é mais otimista após a Rússia e a Arábia Saudita sinalizar que poderiam estender o limite à produção da commodity para além de março, acrescenta Spooner. Fonte: Dow Jones Newswires.