Economia

Petróleo fecha sem sinal único após relatório da Opep e dados fracos da China

Petróleo fecha sem sinal único após relatório da Opep e dados fracos da China

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 14. Por um lado, eles foram pressionados pela divulgação dos dados de produção industrial da China, os menores dos últimos 17 anos, mas também estiveram apoiados pela queda nos estoques de petróleo americano divulgada na quarta-feira pelo Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos. O relatório mensal da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) também colaborou para apoiar os contratos.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,60%, a US$ 58,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio teve perda de 0,47%, a US$ 67,23 o barril, na ICE.

Pela manhã, os contratos futuros do petróleo operavam em alta, refletindo os dados favoráveis sobre os estoques dos EUA, na quarta. O DoE estimou que o volume de petróleo bruto estocado no país teve queda de 3,862 milhões de barris na última semana, surpreendendo analistas que previam alta de 1,9 milhão.

Mais tarde, a China divulgou que sua produção industrial cresceu, no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, 5,3% em relação ao mesmo período de 2018, o ritmo mais lento dos últimos 17 anos. Após a divulgação dos dados, o barril do WTI passou a cair, enquanto o barril do Brent operava perto da estabilidade, com os investidores aguardando a divulgação do relatório da Opep.

A Organização informou que continuou reduzindo sua produção em fevereiro, mas em ritmo bem mais lento do que no mês anterior. Foram 221 mil barris por dia (bpd) a menos no mês passado, ante um corte de 797 mil bpd em janeiro. A Opep justificou a redução do ritmo em função do resultado da Venezuela, que enfrenta grave crise econômica e cuja indústria petrolífera está sob efeito de sanções norte-americanas.

Desde dezembro, o cartel e seus aliados, liderados pela Rússia, decidiram reduzir sua oferta combinada em 1,2 milhão de bpd durante a primeira metade deste ano, como parte de uma estratégia para conter a produção global excessiva e impulsionar os preços.

O documento da Opep ainda apontou que os estoques comerciais de petróleo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tiveram alta de 22 milhões de barris em janeiro ante o mês anterior, a 2,880 bilhões de barris.

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