Economia

Petróleo fecha sem direção única com DoE e retomada de negociações EUA-China

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira estáveis, apagando ganhos de mais cedo, à medida que investidores aguardaram detalhes sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e avaliaram um relatório de estoques negativo.

O barril do petróleo WTI encerrou em queda de 0,08%, cotado a US$ 52,59, enquanto o Brent subiu 0,14%, a US$ 58,32. O óleo está próximo da mínima dos últimos dois meses, em um patamar cerca de 30% menor do que o do ano passado. Investidores temem a desaceleração da demanda em meio ao fraco crescimento global.

No início da semana, o mercado reagiu com nervosismo à aparente escalada das tensões entre as duas maiores economias do planeta, depois que os Estados Unidos impuseram restrições às exportações de mais de duas dúzias de companhias chinesas. O motivo citado foi o papel dessas empresas em abusos contra minorias muçulmanas. Os americanos também restringiram o visto de autoridades chinesas.

Os temores, no entanto, arrefeceram após a Bloomberg noticiar que a China está aberta a um acordo parcial, na véspera da retomada das negociações oficiais.

Os operadores também digeriram uma leitura mista sobre os estoques americanos de petróleo. Dados divulgados pela Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA indicaram que os estoques subiram na última semana, pela quarta semana consecutiva, e cresceram mais do que analistas e operadores consultados pelo Wall Street Journal estimavam. Em outro sinal de que ainda há muito petróleo disponível, o relatório mostrou que o suprimento nos EUA atingiu o recorde de 12,6 milhões de barris por dia.

No entanto, alguns analistas enxergaram sinais positivos no documento: estoques de gasolina e destilados caíram mais do que o esperado. E o total de produtos fornecidos, um indicador de consumo de combustível, estava 3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, potencialmente aliviando temores a respeito da demanda.

Ainda assim, alguns analistas ainda esperam que os preços continuem a oscilar de acordo com os sinais das negociações comerciais nos próximos dias.

“À medida que esta semana segue adiante, nós esperamos que manchetes sobre comércio possam ofuscar outras notícias que poderiam, em outra situação, estar influenciando a direção dos preços de petróleo”, escreveram analistas da Ritterbusch & Associados em nota nesta quarta-feira.

Os investidores também monitoraram sinais de tensões no Oriente Médio que poderiam afetar o fornecimento. No início da semana, o presidente Donald Trump determinou a retirada de tropas americanas da Síria, efetivamente abandonando um aliado crucial na luta contra o Estado Islâmico. Na quarta, o exército turco iniciou uma ofensiva na Síria para tomar territórios controlados pelas forças curdas, que são apoiadas pelos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

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