Os preços do petróleo fecharam em queda na sessão desta terça-feira, 31, marcada pela volatilidade. Nos movimentos de alta do dia, tanto o barril Brent quanto o do WTI chegaram a ultrapassar a barreira dos US$ 50, mas encerraram o dia abaixo desse valor. Apesar das perdas, a commodity registrou a quarta alta mensal consecutiva.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para julho caiu 0,47% (US$ 0,23), a US$ 49,10 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para julho, que venceu hoje, baixou 0,14% (US$ 0,07), para US$ 49,69. Já o contrato mais líquido, com vencimento em agosto, caiu 0,82% (US$ 0,47), a US$ 49,89 por barril.
Dados mistos a respeito da commodity guiaram a sessão de hoje. Da parte dos Estados Unidos, a informação do Departamento de Energia (DoE) de que houve queda de 0,1% na produção doméstica de março ante fevereiro pode ter dado a impressão de recuo na saturação do mercado e favorecido os movimentos de alta. No entanto, a consultoria JBC Energy estima que a produção dos países integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tenha subido em maio, dado que influencia na direção contrária.
Os investidores também estão na expectativa de que a reunião da Opep na quinta-feira dê algum sinal sobre como o petróleo deve se comportar nos próximos meses. O ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, afirmou que o mercado de petróleo está passando por uma fase de correção para cima, em linha com as expectativas da Opep.
“A oferta e a demanda estão trabalhando e essa é a essência dessa política”, afirmou ele em Viena, onde ocorrerá o encontro do grupo. Nas últimas reuniões, o cartel decidiu não cortar sua produção e, para analistas, é improvável que seja adotada uma ação coordenada relativa à produção desta vez.
“Com a produção dos EUA em declínio e os preços do petróleo registrando a maior sequência de altas mensais em cinco anos, qualquer incentivo ao corte da produção foi enfraquecido”, disse Robbie Fraser, analista de commodities na Schneider Electric. Além disso, o representante iraquiano da Opep, Falah al-Amri, disse em entrevista ao The Wall Street Journal que não há proposta específica sobre produção na pauta da reunião. Fonte: Dow Jones Newswires