Economia

Petróleo fecha em queda, com valorização do dólar e incertezas sobre EUA-China

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, nesta sexta-feira, em dia de sinais ambíguos sobre as negociações entre Estados Unidos e China em torno de um acordo comercial preliminar. Além das incertezas sobre a guerra comercial, os investidores observaram a alta do dólar ante outras moedas fortes, como euro.

O petróleo WTI para janeiro fechou em queda de 1,38%, em US$ 57,77 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). O Brent para janeiro recuou 0,90%, a US$ 63,39 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o contrato do WTI subiu 0,08%, enquanto o Brent teve ganho de 0,14%.

Em mais um episódio das negociações sino-americanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo comercial com Pequim estaria “muito perto” e que a assinatura é de interesse das duas partes. Por outro lado, voltou a fazer críticas contra o país asiático por supostamente “tirar vantagem” dos EUA.

Já o presidente chinês, Xi Jinping, disse que a China também deseja um acordo, mas pode “retaliar” os americanos caso a disputa bilateral se prolongue. As informações contraditórias não animaram o investidor, impactando os preços do petróleo.

Analistas avaliam que houve também uma correção nos ganhos de quinta, quando os preços da commodity apresentaram alta após a notícia sobre cortes na produção por produtores da Opep. “Parece provável que a Opep se abstenha de discutir cortes mais profundos na produção em sua próxima reunião em 15 de dezembro, assim o mercado de petróleo provavelmente vai enfrentar excesso de oferta no próximo ano”, aponta o relatório do Danske Bank.

“Esperamos que os preços do petróleo permaneçam baixos e próximos aos níveis atuais diante da fraca demanda mundial, do dólar americano forte e da guerra comercial”, conclui o banco europeu.

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