Economia

Petróleo fecha em queda, com sinais diplomáticos sobre Irã e notícias do setor

Os contratos futuros de petróleo fecharam em território negativo nesta quarta-feira, 18. A commodity ficou sob pressão após os Estados Unidos e o Reino Unido sinalizarem que podem buscar uma resposta diplomática conjunta em relação ao Irã, com foco também em outras notícias do setor, como a declaração da Agência Internacional de Energia (AIE) de que possui estoques para suprir o mercado em situações emergenciais.

O petróleo WTI para novembro, contrato mais líquido, fechou em queda de 1,80%, a US$ 58,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro caiu 1,47%, a US$ 63,60 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os contratos recuavam em boa parte da manhã, mas sem sinal único. Quando estavam em território negativo, houve desaceleração na queda após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que instruiu o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, a “elevar substancialmente” as sanções contra o Irã.

Já a AIE reiterou nesta quarta seu compromisso de garantir que os mercados globais de petróleo sigam bem abastecidos e disse que há estoques suficientes entre os membros para suprir uma emergência no curto prazo, após no fim de semana instalações de petróleo da Arábia Saudita serem atacadas.

Com o avanço nos estoques de petróleo dos EUA, que contrariaram a previsão de queda dos analistas, o petróleo reduziu perdas. O cenário, porém, voltou a ser mais negativo após Trump e o premiê britânico, Boris Johnson, discutirem a necessidade de uma resposta diplomática conjunta após o ataque contra a infraestrutura saudita, o que reduziria a chance de um conflito.

Mais para o fim do pregão do petróleo, o dólar se fortaleceu após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), movimento cambial que contribui para pressionar a commodity, que nesse caso fica mais cara para os detentores de outras divisas.

Segundo a Sucden Financial, o petróleo mostra que se estabiliza em patamar mais baixo, enquanto a Arábia Saudita luta para restaurar seus níveis de produção e usa reservas para cumprir seus contratos de entrega no curto prazo.

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