Petróleo fecha em queda com recuo de temores sobre incêndio no Canadá

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, 9, influenciados por relatos de que o clima no Canadá deve ajudar a controlar o enorme incêndio que se abateu sobre o condado de Alberta, aliviando a situação que prejudicou a produção local da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para junho fechou em queda de 2,73%, a US$ 43,44 por barril, enquanto o Brent para julho cedeu 3,83%, a US$ 43,63 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

No início do dia, os preços do barril subiam em reação às importações da China, que cresceram 7,6% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em abril, o gigante asiático importou 32,58 milhões de toneladas de petróleo bruto, o equivalente a 7,96 milhões de barris por dia, conforme dados preliminares divulgados pela Administração Geral da Alfândega da China neste domingo.

O otimismo ocorria apesar da cautela com as notícias vindas da Arábia Saudita, que no final de semana demitiu o ministro de Petróleo, Ali Al-Naimi, do cargo que ocupava há mais de duas décadas. Khalid al-Falih, o presidente da estatal Saudi Aramco, foi nomeado em seu lugar no sábado.

No entanto, a tendência se inverteu após notícias de que as autoridades do Canadá estão mais otimistas sobre a possibilidade de controlar o grande incêndio que tem devastado parte da região de areias betuminosas – local rico em petróleo – na cidade de Fort McMurray. A previsão de temperaturas mais baixas e chuvas para os próximos três ou quatro dias amplia a perspectiva de que os danos à produção serão menores do que o inicialmente estimado.

Caso o cenário se realize, ele pode “permitir uma rápida volta à produção, uma vez que o fogo fique sob controle”, disse o Goldman Sachs, em nota. (Com informações da Dow Jones Newswire)