Economia

Petróleo fecha em queda, com receios de excesso de oferta

Os contratos futuros do petróleo encerraram essa sessão em queda, diante do desconforto dos investidores com a oferta global da commodity. Na Nymex, o contrato futuro do petróleo WTI para novembro fechou em queda de US$ 0,70 (-1,36%), a US$ 50,60 o barril. Na ICE, o petróleo Brent para dezembro encerrou com queda de US$ 0,69 (-1,22%), a US$ 56,25 o barril.

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA informou que os estoques de petróleo do país recuaram 2,747 milhões de barris na semana encerrada em 6 de outubro, a 462,216 milhões de barris. O dado veio melhor que o esperado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que projetavam uma queda menor, de 1,7 milhão de barris.

Porém, os estoques de petróleo de Cushing, em Oklahoma, principal ponto de estoque e distribuição de petróleo nos EUA, aumentaram 1,322 milhão de barris, para 63,784 milhões de barris, elevando o receio dos investidores de que a oferta norte-americana possa ofuscar os esforços da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para elevar os preços da commodity.

Ontem (11), o American Petroleum Institute (API) informou que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 3,1 milhões de barris na última semana. Nesta manhã, a Agência Internacional de Energia (AIE) havia informado que a oferta global aumentou em setembro, enquanto o crescimento da demanda sofreu desaceleração.

“Foi um relatório muito ‘bearish'”, disse Bjarne Schieldrop, analista chefe de commodities da SEB Markets. “Ainda não se chegou ao ponto em que o mercado está se reequilibrando e sendo sustentável. Ainda é preciso suporte artificial.”

A AIE estima que a produção total de petróleo bruto dos EUA será de 9,2 milhões de barris por dia em 2017 e 9,9 milhões de barris por dia em 2018, podendo levar à maior produção anual média da história dos EUA.

Os analistas continuam a se concentrar nos dados americanos de suprimento de petróleo como um indicador para o excesso global que pressionou o mercado desde 2014 e levou os preços a menos de US$ 30 por barril em 2016.

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