Economia

Petróleo fecha em queda, com realização de lucros e dólar fortalecido


O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 8, com investidores embolsando lucros após os contratos futuros da commodity atingirem seu maior valor desde o primeiro semestre de 2019. O óleo ganhou ainda mais impulso com a informação de que rebeldes atacaram um posto da petroleira Saudi Aramco, segundo confirmou no domingo o Ministério da Energia da Arábia Saudita.

O movimento de correção, porém, aliado ao fortalecimento do dólar durante a sessão desta segunda-feira, impediu que o petróleo estendesse os ganhos da semana passada.

O contrato do petróleo WTI para abril fechou em queda de 1,57% (US$ 1,04), a US$ 65,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent com entrega prevista para maio recuou 1,61% (US$ 1,12), encerrando a sessão cotado a US$ 68,24, na Intercontinental Exchange (ICE).

O movimento de queda ocorreu à medida que investidores ajustam seus portfólios, após os contratos mais líquidos do petróleo registrarem avanço robusto de mais de 7% na última semana, reagindo à extensão até abril dos cortes na produção da commodity energética pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

Os contratos chegaram a se fortalecer com relatos de que o porto de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi atacado no domingo por um míssil balístico, em região próxima a uma área da estatal petroleira Saudi Aramco. Com isso, o petróleo Brent atingiu a marca de US$ 71 o barril, em nível registrado pela última vez em janeiro de 2019, segundo relatório do Brown Brothers Harriman.


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Para o chefe de pesquisa econômica do Julius Baer, Norbert Rücker, o episódio “adicionou combustível a um rali já superaquecido”.

De acordo com o economista, o mercado de petróleo apresenta sinais de superaquecimento, com a provável retomada da demanda, por conta da vacinação contra a covid-19, e os movimentos da Opep+ indicando preços ainda mais elevados no futuro próximo. “Vemos os preços do petróleo indo bem além de US$ 70 por barril na segunda metade do ano, mas reconhecemos que o ciclo parece muito avançado”, definiu Rücker.

Em comentário à Dow Jones Newswires, o estrategista-chefe de mercados da SIA Wealth Management, Colin Cieszynski, nota que, além da correção após o petróleo registrar uma “compra excessiva”, a valorização do dólar ajudou os contratos de commodities a recuar nesta segunda-feira. Com a moeda americana fortalecida, o petróleo fica mais caro para detentores de outras divisas, reduzindo a demanda.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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