Economia

Petróleo fecha em queda com foco em possível retomada da produção nos EUA e Opep+


O petróleo fechou em baixa a sessão desta sexta-feira, 19. Os contratos futuros da commodity foram pressionados pela provável retomada da produção do óleo nos Estados Unidos, após uma nevasca causar cortes de energia no Texas que afetaram o suprimento no país ao longo da semana. Há ainda preocupações quanto a uma demanda menor por causa do episódio. O mercado ainda repercute as expectativas pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para acontecer no início do mês que vem.

O petróleo WTI com entrega prevista para abril recuou 2,10% (-US$ 1,27), a US$ 59,26 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, o contrato mais líquido do WTI teve baixa de 0,35%, apesar de ter registrado ganhos nas primeiras três sessões desta semana. Já o Brent para abril fechou em queda de 1,60% hoje (-US$ 1,02), cotado a US$ 62,91 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), mas teve avanço semanal de 0,77%.

A expectativa pela retomada da produção do petróleo americano no Golfo do México ajudou a ampliar as perdas de ontem nos contratos da commodity, após os preços subirem no início da semana por conta da falta de energia na região.

“A situação no Texas permanece central para o cenário a curto prazo, à medida que o foco começa a inclinar para a restauração total das operações”, disse o gerente de pesquisa e análise global da Schneider Electric, Robbie Fraser. “Quedas de energia generalizadas e condições de congelamento desencadearam uma queda recorde de cerca de 40% da produção de petróleo dos EUA, embora essa produção deva retornar rapidamente conforme o clima mais quente se aproxima”, concluiu em comunicado.

O analista da Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen, avalia que preocupações por um possível enfraquecimento da demanda pela commodity por conta da queda na produção nos EUA também ajudaram a pressionar os contratos hoje. Ele afirma também que a chance de o Irã retornar com força ao mercado de petróleo, após uma possível retirada das sanções dos EUA ao país, também pesaram sobre os preços.


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Investidores ainda repercutem as expectativas pela decisão do Comitê de Acompanhamento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) da Opep+, que se reúne em 3 de março. Apesar das quedas nas últimas duas sessões, os preços do petróleo tem subido em 2021 e chegaram a atingir seu maior nível em 13 meses no início da semana. A leitura é de que o movimento nos contratos pode levar a um aumento da produção pelos países-membros do cartel. (FONTE: DOW JONES NEWSWIRES)

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